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Devanagari
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Translation
Purport
CAPÍTULO VINTE E QUATRO
Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus
Vidarbha teve três filhos, chamados Kuśa, Kratha e Romapāda. Desses três, Romapāda expandiu sua dinastia através dos filhos e netos chamados Babhru, Kṛti, Uśika, Cedi e Caidya, todos os quais, mais tarde, tornaram-se reis. Do filho de Vidarbha, chamado Kratha, veio um filho de nome Kunti, de cuja dinastia vieram os descendentes conhecidos como Vṛṣṇi, Nirvṛti, Daśārha, Vyoma, Jīmūta, Vikṛti, Bhīmaratha, Navaratha, Daśaratha, Śakuni, Karambhi, Devarāta, Devakṣatra, Madhu, Kuruvaśa, Anu, Puruhotra, Ayu e Sātvata. Sātvata teve sete filhos. Um deles foi Devāvṛdha, cujo filho foi Babhru. Outro filho de Sātvata foi Mahābhoja, em quem começa a dinastia Bhoja. Outro foi Vṛṣṇi, que teve um filho chamado Yudhājit. De Yudhājit, vieram Anamitra e Śini, e de Anamitra surgiram Nighna e outro Śini. Os descendentes de Śini foram, sucessivamente, Satyaka, Yuyudhāna, Jaya, Kuṇi e Yugandhara. Outro filho de Anamitra foi Vṛṣṇi. De Vṛṣṇi, veio Śvaphalka, de quem foram gerados Akrūra e outros doze filhos. De Akrūra, vieram dois filhos, chamados Devavān e Upadeva. O filho de Andhaka chamado Kukura foi a origem dos descendentes conhecidos como Vahni, Vilomā, Kapotaromā, Anu, Andhaka, Dundubhi, Avidyota, Punarvasu e Āhuka. Āhuka teve dois filhos, chamados Devaka e Ugrasena. Os quatro filhos de Devaka eram conhecidos como Devavān, Upadeva, Sudeva e Devavardhana, e suas sete filhas foram Dhṛtadevā, Śāntidevā, Upadevā, Śrīdevā, Devarakṣitā, Sahadevā e Devakī. Vasudeva se casou com todas as sete filhas de Devaka. Ugrasena teve nove filhos, que se chamavam Kaṁsa, Sunāmā, Nyagrodha, Kaṅka, Śaṅku, Suhū, Rāṣṭrapāla, Dhṛṣṭi e Tuṣṭimān, e teve cinco filhas, chamadas Kaṁsā, Kaṁsavatī, Kaṅkā, Śūrabhū e Rāṣṭrapālikā. Os irmãos mais novos de Vasudeva casaram-se com todas as filhas de Ugrasena.
Vidūratha, o filho de Citraratha, teve um filho chamado Śūra, que teve dez outros filhos, dos quais Vasudeva era o principal. Śūra deu uma de suas cinco filhas, Pṛthā, a seu amigo Kunti, de modo que ela também se chamava Kuntī. Quando ainda era solteira, ela deu à luz um filho chamado Karṇa e, mais tarde, casou-se com Mahārāja Pāṇḍu.
Vṛddhaśarmā casou-se com a filha de Śūra chamada Śrutadevā, de cujo ventre nasceu Dantavakra. Dhṛṣṭaketu casou-se com a filha de Śūra chamada Śrutakīrti, que teve cinco filhos. Jayasena casou-se com a filha de Śūra chamada Rājādhidevī. O rei de Cedi-deśa, Damaghoṣa, casou-se com a filha de Śūra chamada Śrutaśravā, de quem nasceu Śisupāla.
Através do ventre de Kaṁsā, Devabhāga gerou Citraketu e Bṛhadbala, e, através do ventre de Kaṁsavatī, Devaśravā gerou Suvīra e Iṣumān. De Kaṅka, através do ventre de Kaṅkā, vieram Baka, Satyajit e Purujit, e de Sṛñjaya, através do ventre de Rāṣṭrapālikā, vieram Vṛṣa e Durmarṣaṇa. Através do ventre de Śūrabhūmi, Śyāmaka gerou Harikeśa e Hiraṇyākṣa. Através do ventre de Miśrakeśī, Vatsaka gerou Vṛka, quem, por sua vez, gerou os filhos chamados Takṣa, Puṣkara e Śāla. De Samīka, vieram Sumitra e Arjunapāla, e de Ānaka vieram Ṛtadhāmā e Jaya.
Vasudeva teve muitas esposas, entre as quais Devakī e Rohiṇī eram as mais importantes. Do ventre de Rohiṇī, nasceu Baladeva, e também Gada, Sāraṇa, Durmada, Vipula, Dhruva, Kṛta e outros. Vasudeva teve muitos outros filhos com suas outras esposas, e o oitavo filho que apareceu do ventre de Devakī foi a Suprema Personalidade de Deus, que removeu do mundo inteiro o fardo existente sob a forma de demônios. Em seu final, este capítulo glorifica a Suprema Personalidade de Deus, Vāsudeva.
Devanagari
श्रीशुक उवाच
तस्यां विदर्भोऽजनयत् पुत्रौ नाम्ना कुशक्रथौ ।
तृतीयं रोमपादं च विदर्भकुलनन्दनम् ॥ १ ॥
तस्यां विदर्भोऽजनयत् पुत्रौ नाम्ना कुशक्रथौ ।
तृतीयं रोमपादं च विदर्भकुलनन्दनम् ॥ १ ॥
Verse text
śrī-śuka uvāca
tasyāṁ vidarbho ’janayat
putrau nāmnā kuśa-krathau
tṛtīyaṁ romapādaṁ ca
vidarbha-kula-nandanam
tasyāṁ vidarbho ’janayat
putrau nāmnā kuśa-krathau
tṛtīyaṁ romapādaṁ ca
vidarbha-kula-nandanam
Synonyms
śrī-śukaḥ uvāca — Śrī Śukadeva Gosvāmī disse; tasyām — naquela garota; vidarbhaḥ — o filho nascido de Śaibyā, chamado Vidarbha; ajanayat — gerou; putrau — dois filhos; nāmnā — de nome; kuśa-krathau — Kuśa e Kratha; tṛtīyam — e um terceiro filho; romapādam ca — Romapāda também; vidarbha-kula-nandanam — o favorito na dinastia de Vidarbha.
Translation
Śukadeva Gosvāmī disse: Através do ventre da garota trazida pelo seu pai, Vidarbha gerou três filhos, chamados Kuśa, Kratha e Romapāda. Romapāda era o favorito na dinastia de Vidarbha.
Devanagari
रोमपादसुतो बभ्रुर्बभ्रो: कृतिरजायत ।
उशिकस्तत्सुतस्तस्माच्चेदिश्चैद्यादयो नृपा: ॥ २ ॥
उशिकस्तत्सुतस्तस्माच्चेदिश्चैद्यादयो नृपा: ॥ २ ॥
Verse text
romapāda-suto babhrur
babhroḥ kṛtir ajāyata
uśikas tat-sutas tasmāc
cediś caidyādayo nṛpāḥ
babhroḥ kṛtir ajāyata
uśikas tat-sutas tasmāc
cediś caidyādayo nṛpāḥ
Synonyms
Translation
O filho de Romapāda foi Babhru, de quem veio um filho chamado Kṛti. O filho de Kṛti foi Uśika, e o filho de Uśika foi Cedi. De Cedi, nasceu o rei conhecido como Caidya e outros.
Devanagari
क्रथस्य कुन्ति: पुत्रोऽभूद्वृष्णिस्तस्याथ निर्वृति: ।
ततो दशार्हो नाम्नाभूत् तस्य व्योम: सुतस्तत: ॥ ३ ॥
जीमूतो विकृतिस्तस्य यस्य भीमरथ: सुत: ।
ततो नवरथ: पुत्रो जातो दशरथस्तत: ॥ ४ ॥
ततो दशार्हो नाम्नाभूत् तस्य व्योम: सुतस्तत: ॥ ३ ॥
जीमूतो विकृतिस्तस्य यस्य भीमरथ: सुत: ।
ततो नवरथ: पुत्रो जातो दशरथस्तत: ॥ ४ ॥
Verse text
krathasya kuntiḥ putro ’bhūd
vṛṣṇis tasyātha nirvṛtiḥ
tato daśārho nāmnābhūt
tasya vyomaḥ sutas tataḥ
vṛṣṇis tasyātha nirvṛtiḥ
tato daśārho nāmnābhūt
tasya vyomaḥ sutas tataḥ
jīmūto vikṛtis tasya
yasya bhīmarathaḥ sutaḥ
tato navarathaḥ putro
jāto daśarathas tataḥ
yasya bhīmarathaḥ sutaḥ
tato navarathaḥ putro
jāto daśarathas tataḥ
Synonyms
krathasya — de Kratha; kuntiḥ — Kunti; putraḥ — um filho; abhūt — nasceu; vṛṣṇiḥ — Vṛṣṇi; tasya — seu; atha — depois; nirvṛtiḥ — Nirvṛti; tataḥ — dele; daśārhaḥ — Daśārha; nāmnā — chamado; abhūt — nasceu; tasya — dele; vyomaḥ — Vyoma; sutaḥ — um filho; tataḥ — dele; jīmūtaḥ — Jīmūta; vikṛtiḥ — Vikṛti; tasya — seu (filho de Jīmūta); yasya — de quem (Vikṛti); bhīmarathaḥ — Bhīmaratha; sutaḥ — um filho; tataḥ — dele (Bhīmaratha); navarathaḥ — Navaratha; putraḥ — um filho; jātaḥ — nasceu; daśarathaḥ — Daśaratha; tataḥ — dele.
Translation
O filho de Kratha foi Kunti; o filho de Kunti, Vṛṣṇi; o filho de Vṛṣṇi, Nirvṛti, e o filho de Nirvṛti, Daśārha. De Daśārha, surgiu Vyoma; de Vyoma, Jīmūta; de Jīmūta, Vikṛti; de Vikṛti, Bhīmaratha; de Bhīmaratha, Navaratha, e de Navaratha, Daśaratha.
Devanagari
करम्भि: शकुने: पुत्रो देवरातस्तदात्मज: ।
देवक्षत्रस्ततस्तस्य मधु: कुरुवशादनु: ॥ ५ ॥
देवक्षत्रस्ततस्तस्य मधु: कुरुवशादनु: ॥ ५ ॥
Verse text
karambhiḥ śakuneḥ putro
devarātas tad-ātmajaḥ
devakṣatras tatas tasya
madhuḥ kuruvaśād anuḥ
devarātas tad-ātmajaḥ
devakṣatras tatas tasya
madhuḥ kuruvaśād anuḥ
Synonyms
Translation
De Daśaratha, veio um filho chamado Śakuni, e de Śakuni, um filho chamado Karambhi. O filho de Karambhi foi Devarāta, cujo filho foi Devakṣatra. O filho de Devakṣatra foi Madhu, e seu filho foi Kuruvaśa, de quem veio um filho chamado Anu.
Devanagari
पुरुहोत्रस्त्वनो: पुत्रस्तस्यायु: सात्वतस्तत: ।
भजमानो भजिर्दिव्यो वृष्णिर्देवावृधोऽन्धक: ॥ ६ ॥
सात्वतस्य सुता: सप्त महाभोजश्च मारिष ।
भजमानस्य निम्लोचि: किङ्कणो धृष्टिरेव च ॥ ७ ॥
एकस्यामात्मजा: पत्न्यामन्यस्यां च त्रय: सुता: ।
शताजिच्च सहस्राजिदयुताजिदिति प्रभो ॥ ८ ॥
भजमानो भजिर्दिव्यो वृष्णिर्देवावृधोऽन्धक: ॥ ६ ॥
सात्वतस्य सुता: सप्त महाभोजश्च मारिष ।
भजमानस्य निम्लोचि: किङ्कणो धृष्टिरेव च ॥ ७ ॥
एकस्यामात्मजा: पत्न्यामन्यस्यां च त्रय: सुता: ।
शताजिच्च सहस्राजिदयुताजिदिति प्रभो ॥ ८ ॥
Verse text
puruhotras tv anoḥ putras
tasyāyuḥ sātvatas tataḥ
bhajamāno bhajir divyo
vṛṣṇir devāvṛdho ’ndhakaḥ
tasyāyuḥ sātvatas tataḥ
bhajamāno bhajir divyo
vṛṣṇir devāvṛdho ’ndhakaḥ
sātvatasya sutāḥ sapta
mahābhojaś ca māriṣa
bhajamānasya nimlociḥ
kiṅkaṇo dhṛṣṭir eva ca
mahābhojaś ca māriṣa
bhajamānasya nimlociḥ
kiṅkaṇo dhṛṣṭir eva ca
ekasyām ātmajāḥ patnyām
anyasyāṁ ca trayaḥ sutāḥ
śatājic ca sahasrājid
ayutājid iti prabho
anyasyāṁ ca trayaḥ sutāḥ
śatājic ca sahasrājid
ayutājid iti prabho
Synonyms
puruhotraḥ — Puruhotra; tu — na verdade; anoḥ — de Anu; putraḥ — o filho; tasya — dele (Puruhotra); ayuḥ — Ayu; sātvataḥ — Sātvata; tataḥ — dele (Ayu); bhajamānaḥ — Bhajamāna; bhajiḥ — Bhaji; divyaḥ — Divya; vṛṣṇiḥ — Vṛṣṇi; devāvṛdhaḥ — Devāvṛdha; andhakaḥ — Andhaka; sātvatasya — de Sātvata; sutāḥ — filhos; sapta — sete; mahābhojaḥ ca — bem como Mahābhoja; māriṣa — ó grande rei; bhajamānasya — de Bhajamāna; nimlociḥ — Nimloci; kiṅkaṇaḥ — Kiṅkaṇa; dhṛṣṭiḥ — Dhṛṣṭi; eva — na verdade; ca — também; ekasyām — nascidos de uma esposa; ātmajāḥ — filhos; patnyām — de uma esposa; anyasyām — outra; ca — também; trayaḥ — três; sutāḥ — filhos; śatājit — Śatājit; ca — também; sahasrājit — Sahasrājit; ayutājit — Ayutājit; iti — assim; prabho — ó rei.
Translation
O filho de Anu foi Puruhotra, o filho de Puruhotra foi Ayu, e o filho de Ayu foi Sātvata. Ó grande rei ariano, Sātvata teve sete filhos, chamados Bhajamāna, Bhaji, Divya, Vṛṣṇi, Devāvṛdha, Andhaka e Mahābhoja. Em uma de suas esposas, Bhajamāna gerou três filhos – Nimloci, Kiṅkaṇa e Dhṛṣṭi. E de sua outra esposa, vieram três outros filhos – Śatājit, Sahasrājit e Ayutājit.
Devanagari
बभ्रुर्देवावृधसुतस्तयो: श्लोकौ पठन्त्यमू ।
यथैव शृणुमो दूरात् सम्पश्यामस्तथान्तिकात् ॥ ९ ॥
यथैव शृणुमो दूरात् सम्पश्यामस्तथान्तिकात् ॥ ९ ॥
Verse text
babhrur devāvṛdha-sutas
tayoḥ ślokau paṭhanty amū
yathaiva śṛṇumo dūrāt
sampaśyāmas tathāntikāt
tayoḥ ślokau paṭhanty amū
yathaiva śṛṇumo dūrāt
sampaśyāmas tathāntikāt
Synonyms
babhruḥ — Babhru; devāvṛdha — de Devāvṛdha; sutaḥ — o filho; tayoḥ — deles; ślokau — dois versos; paṭhanti — todos os membros da antiga geração recitam; amū — esses; yathā — como; eva — na verdade; śṛṇumaḥ — ouvimos; dūrāt — à distância; sampaśyāmaḥ — estamos vendo de fato; tathā — de modo semelhante; antikāt — também hoje em dia.
Translation
O filho de Devāvṛdha foi Babhru. Com relação a Devāvṛdha e Babhru, existem duas famosas melodias sob a forma de prece, que eram cantadas por nossos predecessores e que ouvimos à distância. Até o dia de hoje, continuo ouvindo as mesmas orações que narram suas qualidades [porque aquilo que foi ouvido anteriormente ainda é cantado continuamente.]
Devanagari
बभ्रु: श्रेष्ठो मनुष्याणां देवैर्देवावृध: सम: ।
पुरुषा: पञ्चषष्टिश्च षट् सहस्राणि चाष्ट च ॥ १० ॥
येऽमृतत्त्वमनुप्राप्ता बभ्रोर्देवावृधादपि ।
महाभोजोऽतिधर्मात्मा भोजा आसंस्तदन्वये ॥ ११ ॥
पुरुषा: पञ्चषष्टिश्च षट् सहस्राणि चाष्ट च ॥ १० ॥
येऽमृतत्त्वमनुप्राप्ता बभ्रोर्देवावृधादपि ।
महाभोजोऽतिधर्मात्मा भोजा आसंस्तदन्वये ॥ ११ ॥
Verse text
babhruḥ śreṣṭho manuṣyāṇāṁ
devair devāvṛdhaḥ samaḥ
puruṣāḥ pañca-ṣaṣṭiś ca
ṣaṭ-sahasrāṇi cāṣṭa ca
devair devāvṛdhaḥ samaḥ
puruṣāḥ pañca-ṣaṣṭiś ca
ṣaṭ-sahasrāṇi cāṣṭa ca
ye ’mṛtatvam anuprāptā
babhror devāvṛdhād api
mahābhojo ’tidharmātmā
bhojā āsaṁs tad-anvaye
babhror devāvṛdhād api
mahābhojo ’tidharmātmā
bhojā āsaṁs tad-anvaye
Synonyms
babhruḥ — o rei Babhru; śreṣṭhaḥ — o melhor de todos os reis; manuṣyāṇām — de todos os seres humanos; devaiḥ — com os semideuses; devāvṛdhaḥ — o rei Devāvṛdha; samaḥ — igualmente situado; puruṣāḥ — pessoas; pañca-ṣaṣṭiḥ — sessenta e cinco; ca — também; ṣaṭ-sahasrāṇi — seis mil; ca — também; aṣṭa — oito mil; ca — também; ye — todas elas que; amṛtatvam — libertar-se do cativeiro material; anuprāptāḥ — conseguiram; babhroḥ — devido à associação com Babhru; devāvṛdhāt — e devido à associação com Devāvṛdha; api — na verdade; mahābhojaḥ — o rei Mahābhoja; ati-dharma-ātmā — muitíssimo religioso; bhojāḥ — os reis conhecidos como Bhoja; āsan — existiram; tat-anvaye — na dinastia dele (Mahābhoja).
Translation
“Chegou-se à conclusão de que, entre os seres humanos, Babhru é o melhor, e de que Devāvṛdha é igual aos semideuses. Devido ao fato de terem se associado com Babhru e Devāvṛdha, todos os seus descendentes, perfazendo o total de 14.065, alcançaram a liberação.” Na dinastia do rei Mahābhoja, que era muitíssimo religioso, apareceram os reis Bhoja.
Devanagari
वृष्णे: सुमित्र: पुत्रोऽभूद् युधाजिच्च परन्तप ।
शिनिस्तस्यानमित्रश्च निघ्नोऽभूदनमित्रत: ॥ १२ ॥
शिनिस्तस्यानमित्रश्च निघ्नोऽभूदनमित्रत: ॥ १२ ॥
Verse text
vṛṣṇeḥ sumitraḥ putro ’bhūd
yudhājic ca parantapa
śinis tasyānamitraś ca
nighno ’bhūd anamitrataḥ
yudhājic ca parantapa
śinis tasyānamitraś ca
nighno ’bhūd anamitrataḥ
Synonyms
vṛṣṇeḥ — de Vṛṣṇi, o filho de Sātvata; sumitraḥ — Sumitra; putraḥ — um filho; abhūt — apareceu; yudhājit — Yudhājit; ca — também; param-tapa — ó rei capaz de subjugar os inimigos; śiniḥ — Śini; tasya — seu; anamitraḥ — Anamitra; ca — e; nighnaḥ — Nighna; abhūt — apareceu; anamitrataḥ — de Anamitra.
Translation
Ó rei, Mahārāja Parīkṣit, ó soberano capaz de subjugar teus inimigos, os filhos de Vṛṣṇi foram Sumitra e Yudhājit. De Yudhājit, vieram Śini e Anamitra, e de Anamitra, veio um filho chamado Nighna.
Devanagari
सत्राजित: प्रसेनश्च निघ्नस्याथासतु: सुतौ ।
अनमित्रसुतो योऽन्य: शिनिस्तस्य च सत्यक: ॥ १३ ॥
अनमित्रसुतो योऽन्य: शिनिस्तस्य च सत्यक: ॥ १३ ॥
Verse text
satrājitaḥ prasenaś ca
nighnasyāthāsatuḥ sutau
anamitra-suto yo ’nyaḥ
śinis tasya ca satyakaḥ
nighnasyāthāsatuḥ sutau
anamitra-suto yo ’nyaḥ
śinis tasya ca satyakaḥ
Synonyms
Translation
Os dois filhos de Nighna foram Satrājita e Prasena. Anamitra também teve um filho que se chamava Śini, cujo filho foi Satyaka.
Devanagari
युयुधान: सात्यकिर्वै जयस्तस्य कुणिस्तत: ।
युगन्धरोऽनमित्रस्य वृष्णि: पुत्रोऽपरस्तत: ॥ १४ ॥
युगन्धरोऽनमित्रस्य वृष्णि: पुत्रोऽपरस्तत: ॥ १४ ॥
Verse text
yuyudhānaḥ sātyakir vai
jayas tasya kuṇis tataḥ
yugandharo ’namitrasya
vṛṣṇiḥ putro ’paras tataḥ
jayas tasya kuṇis tataḥ
yugandharo ’namitrasya
vṛṣṇiḥ putro ’paras tataḥ
Synonyms
yuyudhānaḥ — Yuyudhāna; sātyakiḥ — o filho de Satyaka; vai — na verdade; jayaḥ — Jaya; tasya — dele (Yuyudhāna); kuṇiḥ — Kuṇi; tataḥ — dele (Jaya); yugandharaḥ — Yugandhara; anamitrasya — um filho de Anamitra; vṛṣṇiḥ — Vṛṣṇi; putraḥ — um filho; aparaḥ — outro; tataḥ — dele.
Translation
O filho de Satyaka foi Yuyudhāna, cujo filho foi Jaya. De Jaya, veio um filho chamado Kuṇi, e de Kuṇi, um filho chamado Yugandhara. Outro filho de Anamitra foi Vṛṣṇi.
Devanagari
श्वफल्कश्चित्ररथश्च गान्दिन्यां च श्वफल्कत: ।
अक्रूरप्रमुखा आसन् पुत्रा द्वादश विश्रुता: ॥ १५ ॥
अक्रूरप्रमुखा आसन् पुत्रा द्वादश विश्रुता: ॥ १५ ॥
Verse text
śvaphalkaś citrarathaś ca
gāndinyāṁ ca śvaphalkataḥ
akrūra-pramukhā āsan
putrā dvādaśa viśrutāḥ
gāndinyāṁ ca śvaphalkataḥ
akrūra-pramukhā āsan
putrā dvādaśa viśrutāḥ
Synonyms
śvaphalkaḥ — Śvaphalka; citrarathaḥ ca — e Citraratha; gāndinyām — através da esposa chamada Gāndinī; ca — e; śvaphalkataḥ — de Śvaphalka; akrūra — Akrūra; pramukhāḥ — encabeçados por; āsan — havia; putrāḥ — filhos; dvādaśa — doze; viśrutāḥ — muito célebres.
Translation
De Vṛṣṇi, vieram os filhos chamados Śvaphalka e Citraratha. Em sua esposa Gāndinī, Śvaphalka gerou Akrūra. Akrūra era o mais velho, mas havia outros doze filhos, todos os quais eram muito célebres.
Devanagari
आसङ्ग: सारमेयश्च मृदुरो मृदुविद् गिरि: ।
धर्मवृद्ध: सुकर्मा च क्षेत्रोपेक्षोऽरिमर्दन: ॥ १६ ॥
शत्रुघ्नो गन्धमादश्च प्रतिबाहुश्च द्वादश ।
तेषां स्वसा सुचाराख्या द्वावक्रूरसुतावपि ॥ १७ ॥
देववानुपदेवश्च तथा चित्ररथात्मजा: ।
पृथुर्विदूरथाद्याश्च बहवो वृष्णिनन्दना: ॥ १८ ॥
धर्मवृद्ध: सुकर्मा च क्षेत्रोपेक्षोऽरिमर्दन: ॥ १६ ॥
शत्रुघ्नो गन्धमादश्च प्रतिबाहुश्च द्वादश ।
तेषां स्वसा सुचाराख्या द्वावक्रूरसुतावपि ॥ १७ ॥
देववानुपदेवश्च तथा चित्ररथात्मजा: ।
पृथुर्विदूरथाद्याश्च बहवो वृष्णिनन्दना: ॥ १८ ॥
Verse text
āsaṅgaḥ sārameyaś ca
mṛduro mṛduvid giriḥ
dharmavṛddhaḥ sukarmā ca
kṣetropekṣo ’rimardanaḥ
mṛduro mṛduvid giriḥ
dharmavṛddhaḥ sukarmā ca
kṣetropekṣo ’rimardanaḥ
śatrughno gandhamādaś ca
pratibāhuś ca dvādaśa
teṣāṁ svasā sucārākhyā
dvāv akrūra-sutāv api
pratibāhuś ca dvādaśa
teṣāṁ svasā sucārākhyā
dvāv akrūra-sutāv api
devavān upadevaś ca
tathā citrarathātmajāḥ
pṛthur vidūrathādyāś ca
bahavo vṛṣṇi-nandanāḥ
tathā citrarathātmajāḥ
pṛthur vidūrathādyāś ca
bahavo vṛṣṇi-nandanāḥ
Synonyms
āsaṅgaḥ — Āsaṅga; sārameyaḥ — Sārameya; ca — também; mṛduraḥ — Mṛdura; mṛduvit — Mṛduvit; giriḥ — Giri; dharmavṛddhaḥ — Dharmavṛddha; sukarmā — Sukarmā; ca — também; kṣetropekṣaḥ — Kṣetropekṣa; arimardanaḥ — Arimardana; śatrughnaḥ — Śatrughna; gandhamādaḥ — Gandhamāda; ca — e; pratibāhuḥ — Pratibāhu; ca — e; dvādaśa — doze; teṣām — deles; svasā — irmã; sucārā — Sucārā; ākhyā — famosos; dvau — dois; akrūra — de Akrūra; sutau — filhos; api — também; devavān — Devavān; upadevaḥ ca — e Upadeva; tathā — em seguida; citraratha-ātmajāḥ — os filhos de Citraratha; pṛthuḥ vidūratha — Pṛthu e Vidūratha; ādyāḥ — começando com; ca — também; bahavaḥ — muitos; vṛṣṇi-nandanāḥ — os filhos de Vṛṣṇi.
Translation
Os nomes desses doze eram Āsaṅga, Sārameya, Mṛdura, Mṛduvit, Giri, Dharmavṛddha, Sukarmā, Kṣetropekṣa, Arimardana, Śatrughna, Gandhamāda e Pratibāhu. Esses irmãos também tinham uma irmã chamada Sucārā. De Akrūra, vieram dois filhos, chamados Devavān e Upadeva. Citraratha teve muitos filhos, encabeçados por Pṛthu e Vidūratha, todos os quais eram conhecidos como pertencentes à dinastia de Vṛṣṇi.
Devanagari
कुकुरो भजमानश्च शुचि: कम्बलबर्हिष: । कुकुरस्य सुतो वह्निर्विलोमा तनयस्तत: ॥ १९ ॥
Verse text
kukuro bhajamānaś ca
śuciḥ kambalabarhiṣaḥ
kukurasya suto vahnir
vilomā tanayas tataḥ
śuciḥ kambalabarhiṣaḥ
kukurasya suto vahnir
vilomā tanayas tataḥ
Synonyms
Translation
Kukura, Bhajamāna, Śuci e Kambalabarhiṣa foram os quatro filhos de Andhaka. O filho de Kukura foi Vahni, e seu filho foi Vilomā.
Devanagari
कपोतरोमा तस्यानु: सखा यस्य च तुम्बुरु: । अन्धकाद् दुन्दुभिस्तस्मादविद्योत: पुनर्वसु: ॥ २० ॥
Verse text
kapotaromā tasyānuḥ
sakhā yasya ca tumburuḥ
andhakād dundubhis tasmād
avidyotaḥ punarvasuḥ
sakhā yasya ca tumburuḥ
andhakād dundubhis tasmād
avidyotaḥ punarvasuḥ
Synonyms
kapotaromā — Kapotaromā; tasya — seu (filho); anuḥ — Anu; sakhā — amigo; yasya — cujo; ca — também; tumburuḥ — Tumburu; andhakāt — de Andhaka, o filho de Anu; dundubhiḥ — um filho chamado Dundubhi; tasmāt — dele (Dundubhi); avidyotaḥ — um filho chamado Avidyota; punarvasuḥ — um filho chamado Punarvasu.
Translation
O filho de Vilomā foi Kapotaromā, e seu filho foi Anu, amigo de Tumburu. De Anu, veio Andhaka; de Andhaka, Dundubhi, e de Dundubhi, Avidyota. De Avidyota, veio um filho chamado Punarvasu.
Devanagari
तस्याहुकश्चाहुकी च कन्या चैवाहुकात्मजौ । देवकश्चोग्रसेनश्च चत्वारो देवकात्मजा: ॥ २१ ॥ देववानुपदेवश्च सुदेवो देववर्धन: । तेषां स्वसार: सप्तासन् धृतदेवादयो नृप ॥ २२ ॥ शान्तिदेवोपदेवा च श्रीदेवा देवरक्षिता । सहदेवा देवकी च वसुदेव उवाह ता: ॥ २३ ॥
Verse text
tasyāhukaś cāhukī ca
kanyā caivāhukātmajau
devakaś cograsenaś ca
catvāro devakātmajāḥ
kanyā caivāhukātmajau
devakaś cograsenaś ca
catvāro devakātmajāḥ
devavān upadevaś ca
sudevo devavardhanaḥ
teṣāṁ svasāraḥ saptāsan
dhṛtadevādayo nṛpa
sudevo devavardhanaḥ
teṣāṁ svasāraḥ saptāsan
dhṛtadevādayo nṛpa
śāntidevopadevā ca
śrīdevā devarakṣitā
sahadevā devakī ca
vasudeva uvāha tāḥ
śrīdevā devarakṣitā
sahadevā devakī ca
vasudeva uvāha tāḥ
Synonyms
tasya — dele (Punarvasu); āhukaḥ — Āhuka; ca — e; āhukī — Āhukī; ca — também; kanyā — uma filha; ca — também; eva — na verdade; āhuka — de Āhuka; ātmajau — dois filhos; devakaḥ — Devaka; ca — e; ugrasenaḥ — Ugrasena; ca — também; catvāraḥ — quatro; devaka-ātmajāḥ — filhos de Devaka; devavān — Devavān; upadevaḥ — Upadeva; ca — e; sudevaḥ — Sudeva; devavardhanaḥ — Devavardhana; teṣām — de todos eles; svasāraḥ — irmãs; sapta — sete; āsan — existiram; dhṛtadevā-ādayaḥ — encabeçados por Dhṛtadevā; nṛpa — ó rei (Mahārāja Parīkṣit); śāntidevā — Śāntidevā; upadevā — Upadevā; ca — bem como; śrīdevā — Śrīdevā; devarakṣitā — Devarakṣitā; sahadevā — Sahadevā; devakī — Devakī; ca — e; vasudevaḥ — Śrī Vasudeva, o pai de Kṛṣṇa; uvāha — casou-se; tāḥ — com elas.
Translation
Punarvasu teve um filho e uma filha, chamados Āhuka e Āhukī, respectivamente, e Āhuka teve dois filhos, chamados Devaka e Ugrasena. Devaka teve quatro filhos, chamados Devavān, Upadeva, Sudeva e Devavardhana, e teve também sete filhas, chamadas Śāntidevā, Upadevā, Śrīdevā, Devarakṣitā, Sahadevā, Devakī e Dhṛtadevā. Dhṛtadevā era a mais velha. Vasudeva, o pai de Kṛṣṇa, casou-se com todas elas.
Devanagari
कंस: सुनामा न्यग्रोध: कङ्क: शङ्कु: सुहूस्तथा । राष्ट्रपालोऽथ धृष्टिश्च तुष्टिमानौग्रसेनय: ॥ २४ ॥
Verse text
kaṁsaḥ sunāmā nyagrodhaḥ
kaṅkaḥ śaṅkuḥ suhūs tathā
rāṣṭrapālo ’tha dhṛṣṭiś ca
tuṣṭimān augrasenayaḥ
kaṅkaḥ śaṅkuḥ suhūs tathā
rāṣṭrapālo ’tha dhṛṣṭiś ca
tuṣṭimān augrasenayaḥ
Synonyms
kaṁsaḥ — Kaṁsa; sunāmā — Sunāmā; nyagrodhaḥ — Nyagrodha; kaṅkaḥ — Kaṅka; śaṅkuḥ — Śaṅku; suhūḥ — Suhū; tathā — bem como; raṣṭrapālaḥ — Rāṣṭrapāla; atha — em seguida; dhṛṣṭiḥ — Dhṛṣṭi; ca — também; tuṣṭimān — Tuṣṭimān; augrasenayaḥ — os filhos de Ugrasena.
Translation
Kaṁsa, Sunāmā, Nyagrodha, Kaṅka, Śaṅku, Suhū, Rāṣṭrapāla, Dhṛṣṭi e Tuṣṭimān foram os filhos de Ugrasena.
Devanagari
कंसा कंसवती कङ्का शूरभू राष्ट्रपालिका । उग्रसेनदुहितरो वसुदेवानुजस्त्रिय: ॥ २५ ॥
Verse text
kaṁsā kaṁsavatī kaṅkā
śūrabhū rāṣṭrapālikā
ugrasena-duhitaro
vasudevānuja-striyaḥ
śūrabhū rāṣṭrapālikā
ugrasena-duhitaro
vasudevānuja-striyaḥ
Synonyms
Translation
Kaṁsā, Kaṁsavatī, Kaṅkā, Śūrabhū e Rāṣṭrapālikā foram as filhas de Ugrasena. Elas se tornaram as esposas dos irmãos mais novos de Vasudeva.
Devanagari
शूरो विदूरथादासीद् भजमानस्तु तत्सुत: । शिनिस्तस्मात् स्वयंभोजो हृदिकस्तत्सुतो मत: ॥ २६ ॥
Verse text
śūro vidūrathād āsīd
bhajamānas tu tat-sutaḥ
śinis tasmāt svayam bhojo
hṛdikas tat-suto mataḥ
bhajamānas tu tat-sutaḥ
śinis tasmāt svayam bhojo
hṛdikas tat-suto mataḥ
Synonyms
Translation
O filho de Citraratha foi Vidūratha, o filho de Vidūratha foi Śūra, e seu filho foi Bhajamāna. O filho de Bhajamāna foi Śini, o filho de Śini foi Bhoja, e o filho de Bhoja foi Hṛdika.
Devanagari
देवमीढ: शतधनु: कृतवर्मेति तत्सुता: । देवमीढस्य शूरस्य मारिषा नाम पत्न्यभूत् ॥ २७ ॥
Verse text
devamīḍhaḥ śatadhanuḥ
kṛtavarmeti tat-sutāḥ
devamīḍhasya śūrasya
māriṣā nāma patny abhūt
kṛtavarmeti tat-sutāḥ
devamīḍhasya śūrasya
māriṣā nāma patny abhūt
Synonyms
devamīḍhaḥ — Devamīḍha; śatadhanuḥ — Śatadhanu; kṛtavarmā — Kṛtavarmā; iti — assim; tat-sutāḥ — os filhos dele (Hṛdika); devamīḍhasya — de Devamīḍha; śūrasya — de Śūra; māriṣā — Māriṣā; nāma — chamada; patnī — esposa; abhūt — houve.
Translation
Os três filhos de Hṛdika foram Devamīḍha, Śatadhanu e Kṛtavarmā. O filho de Devamīḍha foi Śūra, cuja esposa chamava-se Māriṣā.
Devanagari
तस्यां स जनयामास दश पुत्रानकल्मषान् । वसुदेवं देवभागं देवश्रवसमानकम् ॥ २८ ॥ सृञ्जयं श्यामकं कङ्कं शमीकं वत्सकं वृकम् । देवदुन्दुभयो नेदुरानका यस्य जन्मनि ॥ २९ ॥ वसुदेवं हरे: स्थानं वदन्त्यानकदुन्दुभिम् । पृथा च श्रुतदेवा च श्रुतकीर्ति: श्रुतश्रवा: ॥ ३० ॥ राजाधिदेवी चैतेषां भगिन्य: पञ्च कन्यका: । कुन्ते: सख्यु: पिता शूरो ह्यपुत्रस्य पृथामदात् ॥ ३१ ॥
Verse text
tasyāṁ sa janayām āsa
daśa putrān akalmaṣān
vasudevaṁ devabhāgaṁ
devaśravasam ānakam
daśa putrān akalmaṣān
vasudevaṁ devabhāgaṁ
devaśravasam ānakam
sṛñjayaṁ śyāmakaṁ kaṅkaṁ
śamīkaṁ vatsakaṁ vṛkam
deva-dundubhayo nedur
ānakā yasya janmani
śamīkaṁ vatsakaṁ vṛkam
deva-dundubhayo nedur
ānakā yasya janmani
vasudevaṁ hareḥ sthānaṁ
vadanty ānakadundubhim
pṛthā ca śrutadevā ca
śrutakīrtiḥ śrutaśravāḥ
vadanty ānakadundubhim
pṛthā ca śrutadevā ca
śrutakīrtiḥ śrutaśravāḥ
rājādhidevī caiteṣāṁ
bhaginyaḥ pañca kanyakāḥ
kunteḥ sakhyuḥ pitā śūro
hy aputrasya pṛthām adāt
bhaginyaḥ pañca kanyakāḥ
kunteḥ sakhyuḥ pitā śūro
hy aputrasya pṛthām adāt
Synonyms
tasyām — nela (Māriṣā); saḥ — ele (Śūra); janayām āsa — gerou; daśa — dez; putrān — filhos; akalmaṣān — imaculados; vasudevam — Vasudeva; devabhāgam — Devabhāga; devaśravasam — Devaśravā; ānakam — Ānaka; sṛñjayam — Sṛñjaya; śyāmakam — Syāmaka; kaṅkam — Kaṅka; śamīkam — Śamīka; vatsakam — Vatsaka; vṛkam — Vṛka; deva-dundubhayaḥ — timbales ressoados pelos semideuses; neduḥ — foram vibrados; ānakāḥ — uma espécie de timbale; yasya — cujo; janmani — no momento do nascimento; vasudevam — a Vasudeva; hareḥ — da Suprema Personalidade de Deus; sthānam — aquele lugar; vadanti — eles chamam; ānakadundubhim — Ānakadundubhi; pṛthā — Pṛthā; ca — e; śrutadevā — Śrutadevā; ca — também; śrutakīrtiḥ — Śrutakīrti; śrutaśravāḥ — Śrutaśravā; rājādhidevī — Rājādhidevī; ca — também; eteṣām — de todas essas; bhaginyaḥ — irmãs; pañca — cinco; kanyakāḥ — filhas (de Śūra); kunteḥ — de Kunti; sakhyuḥ — um amigo; pitā — pai; śūraḥ — Śūra; hi — na verdade; aputrasya — (de Kunti) que não tinha filhos; pṛthām — Pṛthā; adāt — deu.
Translation
Através de Māriṣā, o rei Śūra gerou Vasudeva, Devabhāga, Devaśravā, Ānaka, Sṛñjaya, Śyāmaka, Kaṅka, Śamīka, Vatsaka e Vṛka. Esses dez filhos eram personalidades piedosas e imaculadas. Quando Vasudeva nasceu, os semideuses do reino celestial ressoaram timbales. Portanto, Vasudeva, que propiciou o lugar adequado para o aparecimento da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, também era conhecido como Ānakadundubhi. As cinco filhas do rei Śūra, chamadas Pṛthā, Śrutadevā, Śrutakīrti, Śrutaśravā e Rājādhidevī, eram irmãs de Vasudeva. Śūra deu Pṛthā ao seu amigo Kunti, que não tinha descendentes, de modo que outro nome de Pṛthā era Kuntī.
Devanagari
साप दुर्वाससो विद्यां देवहूतीं प्रतोषितात् । तस्या वीर्यपरीक्षार्थमाजुहाव रविं शुचि: ॥ ३२ ॥
Verse text
sāpa durvāsaso vidyāṁ
deva-hūtīṁ pratoṣitāt
tasyā vīrya-parīkṣārtham
ājuhāva raviṁ śuciḥ
deva-hūtīṁ pratoṣitāt
tasyā vīrya-parīkṣārtham
ājuhāva raviṁ śuciḥ
Synonyms
sā — ela (Kuntī, ou Pṛthā); āpa — alcançou; durvāsasaḥ — do grande sábio Durvāsā; vidyām — poder místico; deva-hūtīm — chamando qualquer semideus; pratoṣitāt — que estava satisfeito; tasyāḥ — com aquele (poder místico específico); vīrya — potência; parīkṣa-artham — apenas para verificar; ājuhāva — chamou; ravim — o deus do Sol; śuciḥ — a piedosa (Pṛthā).
Translation
Certa vez, quando Durvāsā era um visitante na casa do pai de Pṛthā, Kunti, Pṛthā satisfez Durvāsā, prestando-lhe serviço. Por isso, ela recebeu o poder místico pelo qual podia chamar qualquer semideus. Para testar a potência desse poder místico, a piedosa Kuntī imediatamente chamou o deus do Sol.
Devanagari
तदैवोपागतं देवं वीक्ष्य विस्मितमानसा । प्रत्ययार्थं प्रयुक्ता मे याहि देव क्षमस्व मे ॥ ३३ ॥
Verse text
tadaivopāgataṁ devaṁ
vīkṣya vismita-mānasā
pratyayārthaṁ prayuktā me
yāhi deva kṣamasva me
vīkṣya vismita-mānasā
pratyayārthaṁ prayuktā me
yāhi deva kṣamasva me
Synonyms
tadā — naquele momento; eva — na verdade; upāgatam — apareceu (diante dela); devam — o deus do Sol; vīkṣya — vendo; vismita-mānasā — muito surpresa; pratyaya-artham — apenas para verificar a potência do poder místico; prayuktā — eu usei isto; me — a mim; yāhi — por favor, retorna; deva — ó semideus; kṣamasva — perdoa; me — a mim.
Translation
Tão logo Kuntī chamou o semideus do Sol, ele apareceu diante dela, causando-lhe imenso espanto. Ela disse ao deus do Sol: “Eu estava apenas examinando a eficácia deste poder místico. Lamento ter-te chamado desnecessariamente. Por favor, retorna e perdoa-me.”
Devanagari
अमोघं देवसन्दर्शमादधे त्वयि चात्मजम् । योनिर्यथा न दुष्येत कर्ताहं ते सुमध्यमे ॥ ३४ ॥
Verse text
amoghaṁ deva-sandarśam
ādadhe tvayi cātmajam
yonir yathā na duṣyeta
kartāhaṁ te sumadhyame
ādadhe tvayi cātmajam
yonir yathā na duṣyeta
kartāhaṁ te sumadhyame
Synonyms
Translation
O deus do Sol disse: Ó bela Pṛthā, teu encontro com os semideuses não pode ser infrutífero. Portanto, deixa que eu deposite minha semente em teu ventre para que possas gerar um filho. Providenciarei para que tua virgindade se mantenha intacta, visto que ainda és jovem e solteira.
Purport
SIGNIFICADO—De acordo com a civilização védica, se uma moça dá à luz uma criança antes de casar-se, ninguém se casará com ela. Portanto, embora o deus do Sol, após aparecer diante de Pṛthā, quisesse dar-lhe um filho, Pṛthā hesitou porque ela ainda era solteira. Para manter sua virgindade íntegra, o deus do Sol fez arranjos para dar-lhe um filho que viesse do ouvido dela, daí a criança se chamar Karṇa. O costume é que a moça deve casar-se akṣata-yoni, isto é, com sua virgindade imperturbada. Uma moça jamais deve gerar uma criança antes de seu casamento.
Devanagari
इति तस्यां स आधाय गर्भं सूर्यो दिवं गत: । सद्य: कुमार: सञ्जज्ञे द्वितीय इव भास्कर: ॥ ३५ ॥
Verse text
iti tasyāṁ sa ādhāya
garbhaṁ sūryo divaṁ gataḥ
sadyaḥ kumāraḥ sañjajñe
dvitīya iva bhāskaraḥ
garbhaṁ sūryo divaṁ gataḥ
sadyaḥ kumāraḥ sañjajñe
dvitīya iva bhāskaraḥ
Synonyms
iti — dessa maneira; tasyām — nela (Pṛthā); saḥ — ele (o deus do Sol); ādhāya — colocando o sêmen; garbham — gravidez; sūryaḥ — o deus do Sol; divam — aos planetas celestiais; gataḥ — retornou; sadyaḥ — de imediato; kumāraḥ — uma criança; sañjajñe — nasceu; dvitīyaḥ — segundo; iva — como; bhāskaraḥ — o deus do Sol.
Translation
Após dizer essas palavras, o deus do Sol colocou seu sêmen no ventre de Pṛthā e, então, retornou ao reino celestial. Logo a seguir, nasceu de Kuntī uma criança, que parecia outro deus do Sol.
Devanagari
तं सात्यजन्नदीतोये कृच्छ्राल्लोकस्य बिभ्यती । प्रपितामहस्तामुवाह पाण्डुर्वै सत्यविक्रम: ॥ ३६ ॥
Verse text
taṁ sātyajan nadī-toye
kṛcchrāl lokasya bibhyatī
prapitāmahas tām uvāha
pāṇḍur vai satya-vikramaḥ
kṛcchrāl lokasya bibhyatī
prapitāmahas tām uvāha
pāṇḍur vai satya-vikramaḥ
Synonyms
tam — essa criança; sā — ela (Kuntī); atyajat — abandonou; nadī-toye — na água do rio; kṛcchrāt — com muita relutância; lokasya — das pessoas em geral; bibhyatī — temendo; prapitāmahaḥ — (teu) bisavô; tām — com ela (Kuntī); uvāha — casou-se; pāṇḍuḥ — o rei conhecido como Pāṇḍu; vai — na verdade; satya-vikramaḥ — muito piedoso e cavalheiresco.
Translation
Porque temia ser criticada pelas pessoas, Kuntī, que gostava muito de seu filho, teve muita dificuldade em perder o afeto por ele. Contra a sua vontade, ela escondeu a criança numa cesta e deixou-a flutuar nas águas do rio. Ó Mahārāja Parīkṣit, teu bisavô, o piedoso e cavalheiresco rei Pāṇḍu, casou-se com Kuntī mais tarde.
Devanagari
श्रुतदेवां तु कारूषो वृद्धशर्मा समग्रहीत् । यस्यामभूद् दन्तवक्र ऋषिशप्तो दिते: सुत: ॥ ३७ ॥
Verse text
śrutadevāṁ tu kārūṣo
vṛddhaśarmā samagrahīt
yasyām abhūd dantavakra
ṛṣi-śapto diteḥ sutaḥ
vṛddhaśarmā samagrahīt
yasyām abhūd dantavakra
ṛṣi-śapto diteḥ sutaḥ
Synonyms
śrutadevām — com Śrutadevā, uma irmã de Kuntī; tu — mas; kārūṣaḥ — o rei de Karūṣa; vṛddhaśarmā — Vṛddhaśarmā; samagrahīt — casou-se; yasyām — através de quem; abhūt — nasceu; dantavakraḥ — Dantavakra; ṛṣi-śaptaḥ — fora anteriormente amaldiçoado pelos sábios Sanaka e Sanātana; diteḥ — de Diti; sutaḥ — filho.
Translation
Vṛddhaśarmā, o rei de Karūṣa, casou-se com a irmã de Kuntī, Śrutadevā, e, do ventre desta, nasceu Dantavakra. Tendo sido amaldiçoado pelos sábios encabeçados por Sanaka, Dantavakra nascera anteriormente como o filho de Diti chamado Hiraṇyākṣa.
Devanagari
कैकेयो धृष्टकेतुश्च श्रुतकीर्तिमविन्दत । सन्तर्दनादयस्तस्यां पञ्चासन्कैकया: सुता: ॥ ३८ ॥
Verse text
kaikeyo dhṛṣṭaketuś ca
śrutakīrtim avindata
santardanādayas tasyāṁ
pañcāsan kaikayāḥ sutāḥ
śrutakīrtim avindata
santardanādayas tasyāṁ
pañcāsan kaikayāḥ sutāḥ
Synonyms
kaikeyaḥ — o rei de Kekaya; dhṛṣṭaketuḥ — Dhṛṣṭaketu; ca — também; śrutakīrtim — uma irmã de Kuntī chamada Śrutakīrti; avindata — desposou; santardana-ādayaḥ — encabeçados por Santardana; tasyām — através dela (Śrutakīrti); pañca — cinco; āsan — houve; kaikayāḥ — os filhos do rei de Kekaya; sutāḥ — filhos.
Translation
O rei Dhṛṣṭaketu, o soberano de Kekaya, desposou Śrutakīrti, outra irmã de Kuntī. Śrutakīrti teve cinco filhos, encabeçados por Santardana.
Devanagari
राजाधिदेव्यामावन्त्यौ जयसेनोऽजनिष्ट ह । दमघोषश्चेदिराज: श्रुतश्रवसमग्रहीत् ॥ ३९ ॥
Verse text
rājādhidevyām āvantyau
jayaseno ’janiṣṭa ha
damaghoṣaś cedi-rājaḥ
śrutaśravasam agrahīt
jayaseno ’janiṣṭa ha
damaghoṣaś cedi-rājaḥ
śrutaśravasam agrahīt
Synonyms
rājādhidevyām — através de Rājādhidevī, outra irmã de Kuntī; āvantyau — os filhos (chamados Vinda e Anuvinda); jayasenaḥ — o rei Jayasena; ajaniṣṭa — gerou; ha — no passado; damaghoṣaḥ — Damaghoṣa; cedi-rājaḥ — o rei do estado de Cedi; śrutaśravasam — Śrutaśravā, outra irmã; agrahīt — desposou.
Translation
Através do ventre de Rājādhidevī, outra irmã de Kuntī, Jayasena gerou dois filhos, chamados Vinda e Anuvinda. De maneira semelhante, o rei do estado de Cedi desposou Śrutaśravā. Esse rei chamava-se Damaghoṣa.
Devanagari
शिशुपाळ: सुतस्तस्या: कथितस्तस्य सम्भव: । देवभागस्य कंसायां चित्रकेतुबृहद्बलौ ॥ ४० ॥
Verse text
śiśupālaḥ sutas tasyāḥ
kathitas tasya sambhavaḥ
devabhāgasya kaṁsāyāṁ
citraketu-bṛhadbalau
kathitas tasya sambhavaḥ
devabhāgasya kaṁsāyāṁ
citraketu-bṛhadbalau
Synonyms
śiśupālaḥ — Śisupāla; sutaḥ — o filho; tasyāḥ — dela (Śrutaśravā); kathitaḥ — já descrito (no sétimo canto); tasya — seu; sambhavaḥ — nascimento; devabhāgasya — de Devabhāga, um irmão de Vasudeva; kaṁsāyām — no ventre de Kaṁsā, sua esposa; citraketu — Citraketu; bṛhadbalau — e Bṛhadbala.
Translation
O filho de Śrutaśravā foi Śisupāla, cujo nascimento já foi descrito [no sétimo canto do Śrīmad-Bhāgavatam]. O irmão de Vasudeva chamado Devabhāga teve dois filhos com sua esposa, Kaṁsā. Esses dois filhos foram Citraketu e Bṛhadbala.
Devanagari
कंसवत्यां देवश्रवस: सुवीर इषुमांस्तथा । बक: कङ्कात् तु कङ्कायां सत्यजित्पुरुजित् तथा ॥ ४१ ॥
Verse text
kaṁsavatyāṁ devaśravasaḥ
suvīra iṣumāṁs tathā
bakaḥ kaṅkāt tu kaṅkāyāṁ
satyajit purujit tathā
suvīra iṣumāṁs tathā
bakaḥ kaṅkāt tu kaṅkāyāṁ
satyajit purujit tathā
Synonyms
Translation
O irmão de Vasudeva chamado Devaśravā desposou Kaṁsavatī, em quem ele gerou dois filhos, chamados Suvīra e Iṣumān. Kaṅka, através de sua esposa Kaṅkā, gerou três filhos, chamados Baka, Satyajit e Purujit.
Devanagari
सृञ्जयो राष्ट्रपाल्यां च वृषदुर्मर्षणादिकान् ।
हरिकेशहिरण्याक्षौ शूरभूम्यां च श्यामक: ॥ ४२ ॥
हरिकेशहिरण्याक्षौ शूरभूम्यां च श्यामक: ॥ ४२ ॥
Verse text
sṛñjayo rāṣṭrapālyāṁ ca
vṛṣa-durmarṣaṇādikān
harikeśa-hiraṇyākṣau
śūrabhūmyāṁ ca śyāmakaḥ
vṛṣa-durmarṣaṇādikān
harikeśa-hiraṇyākṣau
śūrabhūmyāṁ ca śyāmakaḥ
Synonyms
sṛñjayaḥ — Sṛñjaya; rāṣṭrapālyām — através de sua esposa, Rāṣṭrapālikā; ca — e; vṛṣa-durmarṣaṇa-ādikān — gerou filhos encabeçados por Vṛṣa e Durmarṣaṇa; harikeśa — Harikeśa; hiraṇyākṣau — e Hiraṇyākṣa; śūrabhūmyām — no ventre de Śūrabhūmi; ca — e; śyāmakaḥ — o rei Śyāmaka.
Translation
Através de sua esposa, Rāṣṭrapālikā, o rei Sṛñjaya gerou filhos encabeçados por Vṛṣa e Durmarṣaṇa. O rei Śyāmaka, através de sua esposa, Śūrabhūmi, gerou dois filhos, chamados Harikeśa e Hiraṇyākṣa.
Devanagari
मिश्रकेश्यामप्सरसि वृकादीन् वत्सकस्तथा । तक्षपुष्करशालादीन् दुर्वाक्ष्यां वृक आदधे ॥ ४३ ॥
Verse text
miśrakeśyām apsarasi
vṛkādīn vatsakas tathā
takṣa-puṣkara-śālādīn
durvākṣyāṁ vṛka ādadhe
vṛkādīn vatsakas tathā
takṣa-puṣkara-śālādīn
durvākṣyāṁ vṛka ādadhe
Synonyms
miśrakeśyām — no ventre de Miśrakeśī; apsarasi — que pertencia ao grupo das Apsarās; vṛka-ādīn — Vṛka e outros filhos; vatsakaḥ — Vatsaka; tathā — também; takṣa-puṣkara-śāla-ādīn — filhos encabeçados por Takṣa, Puṣkara e Śāla; durvākṣyām — no ventre de sua esposa, Durvākṣī; vṛkaḥ — Vṛka; ādadhe — gerou.
Translation
Em seguida, o rei Vatsaka, através do ventre de sua esposa, Miśrakeśī, que era uma Apsarā, gerou filhos encabeçados por Vṛka. Vṛka, através de sua esposa, Durvākṣī, gerou Takṣa, Puṣkara, Śāla e assim por diante.
Devanagari
सुमित्रार्जुनपालादीन् समीकात्तु सुदामनी । आनक: कर्णिकायां वै ऋतधामाजयावपि ॥ ४४ ॥
Verse text
sumitrārjunapālādīn
samīkāt tu sudāmanī
ānakaḥ karṇikāyāṁ vai
ṛtadhāmā-jayāv api
samīkāt tu sudāmanī
ānakaḥ karṇikāyāṁ vai
ṛtadhāmā-jayāv api
Synonyms
Translation
De Samīka, através do ventre de sua esposa, Sudāmanī, vieram Sumitra, Arjunapāla e outros filhos. O rei Ānaka, através de sua esposa, Karṇikā, gerou dois filhos, a saber, Ṛtadhāmā e Jaya.
Devanagari
पौरवी रोहिणी भद्रा मदिरा रोचना इला । देवकीप्रमुखाश्चासन् पत्न्य आनकदुन्दुभे: ॥ ४५ ॥
Verse text
pauravī rohiṇī bhadrā
madirā rocanā ilā
devakī-pramukhāś cāsan
patnya ānakadundubheḥ
madirā rocanā ilā
devakī-pramukhāś cāsan
patnya ānakadundubheḥ
Synonyms
Translation
Devakī, Pauravī, Rohiṇī, Bhadrā, Madirā, Rocanā, Ilā e outras eram todas esposas de Ānakadundubhi [Vasudeva]. Entre todas elas, Devakī era a principal.
Devanagari
बलं गदं सारणं च दुर्मदं विपुलं ध्रुवम् । वसुदेवस्तु रोहिण्यां कृतादीनुदपादयत् ॥ ४६ ॥
Verse text
balaṁ gadaṁ sāraṇaṁ ca
durmadaṁ vipulaṁ dhruvam
vasudevas tu rohiṇyāṁ
kṛtādīn udapādayat
durmadaṁ vipulaṁ dhruvam
vasudevas tu rohiṇyāṁ
kṛtādīn udapādayat
Synonyms
Translation
Vasudeva, através do ventre de sua esposa Rohiṇī, gerou filhos tais como Bala, Gada, Sāraṇa, Durmada, Vipula, Dhruva, Kṛta e outros.
Devanagari
सुभद्रो भद्रबाहुश्च दुर्मदो भद्र एव च । पौरव्यास्तनया ह्येते भूताद्या द्वादशाभवन् ॥ ४७ ॥ नन्दोपनन्दकृतकशूराद्या मदिरात्मजा: । कौशल्या केशिनं त्वेकमसूत कुलनन्दनम् ॥ ४८ ॥
Verse text
subhadro bhadrabāhuś ca
durmado bhadra eva ca
pauravyās tanayā hy ete
bhūtādyā dvādaśābhavan
durmado bhadra eva ca
pauravyās tanayā hy ete
bhūtādyā dvādaśābhavan
nandopananda-kṛtaka-
śūrādyā madirātmajāḥ
kauśalyā keśinaṁ tv ekam
asūta kula-nandanam
śūrādyā madirātmajāḥ
kauśalyā keśinaṁ tv ekam
asūta kula-nandanam
Synonyms
subhadraḥ — Subhadra; bhadrabāhuḥ — Bhadrabāhu; ca — e; durmadaḥ — Durmada; bhadraḥ — Bhadra; eva — na verdade; ca — também; pauravyāḥ — da esposa chamada Pauravī; tanayāḥ — filhos; hi — na verdade; ete — todos eles; bhūta-ādyāḥ — encabeçados por Bhūta; dvādaśa — doze; abhayan — nasceram; nanda-upananda-kṛtaka-śūra-ādyāḥ — Nanda, Upananda, Kṛtaka, Śūra e outros; madirā-ātmajāḥ — os filhos de Madirā; kauśalyā — Kauśalyā; keśinam — um filho chamado Keśī; tu ekam — apenas um; asūta — deu à luz; kula-nandanam — um filho.
Translation
Do ventre de Pauravī, vieram doze filhos, incluindo Bhūta, Subhadra, Bhadrabāhu, Durmada e Bhadra. Nanda, Upananda, Kṛtaka, Śūra e outros nasceram do ventre de Madirā. Bhadrā [Kauśalyā] deu à luz apenas um filho, chamado Keśī.
Devanagari
रोचनायामतो जाता हस्तहेमाङ्गदादय: । इलायामुरुवल्कादीन् यदुमुख्यानजीजनत् ॥ ४९ ॥
Verse text
rocanāyām ato jātā
hasta-hemāṅgadādayaḥ
ilāyām uruvalkādīn
yadu-mukhyān ajījanat
hasta-hemāṅgadādayaḥ
ilāyām uruvalkādīn
yadu-mukhyān ajījanat
Synonyms
rocanāyām — em outra esposa, cujo nome era Rocanā; ataḥ — em seguida; jātāḥ — nasceram; hasta — Hasta; hemāṅgada — Hemāṅgada; ādayaḥ — e outros; ilāyām — em outra esposa, chamada Ilā; uruvalka-ādīn — filhos encabeçados por Uruvalka; yadu-mukhyān — principais personalidades na dinastia Yadu; ajījanat — ele gerou.
Translation
Vasudeva, através de outra de suas esposas, cujo nome era Rocanā, gerou Hasta, Hemāṅgada e outros filhos. E através de sua esposa chamada Ilā, ele gerou filhos encabeçados por Uruvalka, todos os quais foram importantes personalidades na dinastia de Yadu.
Devanagari
विपृष्ठो धृतदेवायामेक आनकदुन्दुभे: । शान्तिदेवात्मजा राजन् प्रशमप्रसितादय: ॥ ५० ॥
Verse text
vipṛṣṭho dhṛtadevāyām
eka ānakadundubheḥ
śāntidevātmajā rājan
praśama-prasitādayaḥ
eka ānakadundubheḥ
śāntidevātmajā rājan
praśama-prasitādayaḥ
Synonyms
vipṛṣṭhaḥ — Vipṛṣṭha; dhṛtadevāyām — no ventre da esposa chamada Dhṛtadevā; ekaḥ — um filho; ānakadundubheḥ — de Ānakadundubhi, Vasudeva; śāntidevā-ātmajāḥ — os filhos de outra esposa, chamada Śāntidevā; rājan — ó Mahārāja Parīkṣit; praśama-prasita-ādayaḥ — Praśama, Prasita e outros filhos.
Translation
Do ventre de Dhṛtadevā, uma das esposas de Ānakadundubhi [Vasudeva], veio um filho chamado Vipṛṣṭha. Os filhos de Śāntidevā, outra esposa de Vasudeva, foram Praśama, Prasita e outros.
Devanagari
राजन्यकल्पवर्षाद्या उपदेवासुता दश । वसुहंससुवंशाद्या: श्रीदेवायास्तु षट् सुता: ॥ ५१ ॥
Verse text
rājanya-kalpa-varṣādyā
upadevā-sutā daśa
vasu-haṁsa-suvaṁśādyāḥ
śrīdevāyās tu ṣaṭ sutāḥ
upadevā-sutā daśa
vasu-haṁsa-suvaṁśādyāḥ
śrīdevāyās tu ṣaṭ sutāḥ
Synonyms
Translation
Vasudeva também tinha uma esposa chamada Upadevā, de quem vieram dez filhos, encabeçados por Rājanya, Kalpa e Varṣa. De Śrīdevā, outra esposa, vieram seis filhos, tais como Vasu, Haṁsa e Suvaṁśa.
Devanagari
देवरक्षितया लब्धा नव चात्र गदादय: । वसुदेव: सुतानष्टावादधे सहदेवया ॥ ५२ ॥
Verse text
devarakṣitayā labdhā
nava cātra gadādayaḥ
vasudevaḥ sutān aṣṭāv
ādadhe sahadevayā
nava cātra gadādayaḥ
vasudevaḥ sutān aṣṭāv
ādadhe sahadevayā
Synonyms
Translation
Através do sêmen de Vasudeva, nasceram no ventre de Devarakṣitā nove filhos, encabeçados por Gadā. Vasudeva, que era a religião personificada, também tinha uma esposa chamada Sahadevā, em cujo ventre ele gerou oito filhos, encabeçados por Śruta e Pravara.
Devanagari
प्रवरश्रुतमुख्यांश्च साक्षाद् धर्मो वसूनिव । वसुदेवस्तु देवक्यामष्ट पुत्रानजीजनत् ॥ ५३ ॥ कीर्तिमन्तं सुषेणं च भद्रसेनमुदारधी: । ऋजुं सम्मर्दनं भद्रं सङ्कर्षणमहीश्वरम् ॥ ५४ ॥ अष्टमस्तु तयोरासीत् स्वयमेव हरि: किल । सुभद्रा च महाभागा तव राजन् पितामही ॥ ५५ ॥
Verse text
pravara-śruta-mukhyāṁś ca
sākṣād dharmo vasūn iva
vasudevas tu devakyām
aṣṭa putrān ajījanat
sākṣād dharmo vasūn iva
vasudevas tu devakyām
aṣṭa putrān ajījanat
kīrtimantaṁ suṣeṇaṁ ca
bhadrasenam udāra-dhīḥ
ṛjuṁ sammardanaṁ bhadraṁ
saṅkarṣaṇam ahīśvaram
bhadrasenam udāra-dhīḥ
ṛjuṁ sammardanaṁ bhadraṁ
saṅkarṣaṇam ahīśvaram
aṣṭamas tu tayor āsīt
svayam eva hariḥ kila
subhadrā ca mahābhāgā
tava rājan pitāmahī
svayam eva hariḥ kila
subhadrā ca mahābhāgā
tava rājan pitāmahī
Synonyms
pravara — Pravara (em algumas versões, Pauvara); śruta — Śruta; mukhyān — encabeçados por; ca — e; sākṣāt — diretamente; dharmaḥ — religião personificada; vasūn iva — exatamente como os principais Vasus dos planetas celestiais; vasudevaḥ — Śrīla Vasudeva, o pai de Kṛṣṇa; tu — na verdade; devakyām — no ventre de Devakī; aṣṭa — oito; putrān — filhos; ajījanat — gerou; kīrtimantam — Kīrtimān; suṣeṇam ca — e Suṣeṇa; bhadrasenam — Bhadrasena; udāra-dhīḥ — todos muito qualificados; ṛjum — Ṛju; sammardanam — Sammardana; bhadram — Bhadra; saṅkarṣaṇam — Saṅkarṣaṇa; ahi-īśvaram — o controlador supremo e a encarnação que assumiu a forma de serpente; aṣṭamaḥ — o oitavo; tu — mas; tayoḥ — de ambos (Devakī e Vasudeva); āsīt — apareceu; svayam eva — diretamente, pessoalmente; hariḥ — a Suprema Personalidade de Deus; kila — o que falar de; subhadrā — uma irmã, Subhadrā; ca — e; mahābhāgā — afortunadíssima; tava — tua; rājan — ó Mahārāja Parīkṣit; pitāmahī — avó.
Translation
Os oito filhos nascidos de Sahadevā, tais como Pravara e Śruta, eram as próprias encarnações dos oito Vasus dos planetas celestiais. Através do ventre de Devakī, Vasudeva também gerou oito filhos muitíssimo qualificados. Entre eles, estavam Kīrtimān, Suṣeṇa, Bhadrasena, Ṛju, Sammardana, Bhadra e Saṅkarṣaṇa, o controlador e a encarnação que assumiu a forma de serpente. O oitavo filho foi diretamente a Suprema Personalidade de Deus – Kṛṣṇa. A afortunadíssima Subhadrā, a única filha, foi tua avó.
Purport
SIGNIFICADO—O quinquagésimo quinto verso diz que svayam eva hariḥ kila, indicando que Kṛṣṇa, o oitavo filho de Devakī, é a Suprema Personalidade de Deus. Kṛṣṇa não é uma encarnação. Embora não haja diferença entre Hari, a Suprema Personalidade de Deus, e Sua encarnação, Kṛṣṇa é a Pessoa Suprema original, a Divindade completa. As encarnações manifestam apenas uma certa porcentagem das potências do Supremo; a Divindade completa é o próprio Kṛṣṇa, que apareceu como o oitavo filho de Devakī.
Devanagari
यदा यदा हि धर्मस्य क्षयो वृद्धिश्च पाप्मन: । तदा तु भगवानीश आत्मानं सृजते हरि: ॥ ५६ ॥
Verse text
yadā yadā hi dharmasya
kṣayo vṛddhiś ca pāpmanaḥ
tadā tu bhagavān īśa
ātmānaṁ sṛjate hariḥ
kṣayo vṛddhiś ca pāpmanaḥ
tadā tu bhagavān īśa
ātmānaṁ sṛjate hariḥ
Synonyms
yadā — sempre que; yadā — sempre que; hi — na verdade; dharmasya — dos princípios da religião; kṣayaḥ — deterioração; vṛddhiḥ — aumento; ca — e; pāpmanaḥ — de atividades pecaminosas; tadā — nessa ocasião; tu — na verdade; bhagavān — a Suprema Personalidade de Deus; īśaḥ — o controlador supremo; ātmānam — pessoalmente; sṛjate — advém; hariḥ — a Suprema Personalidade de Deus.
Translation
Sempre que os princípios da religião se deterioram e os princípios da irreligião aumentam, o controlador supremo, a Personalidade de Deus, Śrī Hari, aparece por Sua própria vontade.
Purport
SIGNIFICADO—Neste verso, explicam-se os princípios pelos quais uma encarnação da Suprema Personalidade de Deus desce à Terra. O próprio Senhor também explica esses mesmos princípios na Bhagavad-gītā (4.7):
yadā yadā hi dharmasya
glānir bhavati bhārata
abhyutthānam adharmasya
tadātmānaṁ sṛjāmy aham
glānir bhavati bhārata
abhyutthānam adharmasya
tadātmānaṁ sṛjāmy aham
“Sempre e onde quer que haja um declínio na prática religiosa, ó descendente de Bharata, e uma ascensão predominante de irreligião – aí então Eu próprio faço o Meu advento.”
Na era atual, a Suprema Personalidade de Deus apareceu como Śrī Caitanya Mahāprabhu para inaugurar o Movimento Hare Kṛṣṇa. No momento presente, em Kali-yuga, as pessoas são extremamente pecaminosas e más (manda). Elas não fazem nenhuma ideia do que é a vida espiritual e estão desperdiçando os benefícios propiciados pela forma de vida humana, preferindo viver como gatos e cães. Foi por isso que Śrī Caitanya Mahāprabhu inaugurou o Movimento Hare Kṛṣṇa, que não é diferente de Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus. Se alguém se associa com este movimento, associa-se diretamente com a Suprema Personalidade de Deus. As pessoas devem tirar proveito do canto do mantra Hare Kṛṣṇa e, dessa maneira, aliviar-se de todos os problemas criados nesta era de Kali.
Devanagari
न ह्यस्य जन्मनो हेतु: कर्मणो वा महीपते । आत्ममायां विनेशस्य परस्य द्रष्टुरात्मन: ॥ ५७ ॥
Verse text
na hy asya janmano hetuḥ
karmaṇo vā mahīpate
ātma-māyāṁ vineśasya
parasya draṣṭur ātmanaḥ
karmaṇo vā mahīpate
ātma-māyāṁ vineśasya
parasya draṣṭur ātmanaḥ
Synonyms
na — não; hi — na verdade; asya — dEle (a Suprema Personalidade de Deus); janmanaḥ — do aparecimento, ou nascimento; hetuḥ — há alguma causa; karmaṇaḥ — ou para agir; vā — ou; mahīpate — ó rei (Mahārāja Parīkṣit); ātma-māyām — Sua compaixão suprema pelas almas caídas; vinā — sem; īśasya — do controlador supremo; parasya — da Personalidade de Deus, que está além do mundo material; draṣṭuḥ — da Superalma, que testemunha as atividades de todos; ātmanaḥ — da Superalma de todos.
Translation
Ó rei, Mahārāja Parīkṣit, o único motivo do aparecimento, desaparecimento ou atividades do Senhor é o Seu desejo pessoal. Como a Superalma, Ele conhece tudo. Logo, não há causa que O afete – não O afetam nem mesmo os resultados das atividades fruitivas.
Purport
SIGNIFICADO—Este verso assinala a diferença entre a Suprema Personalidade de Deus e um ser vivo comum. O ser vivo comum recebe um tipo específico de corpo de acordo com suas atividades passadas (karmaṇā daiva-netreṇa jantur dehopapattaye). O ser vivo jamais é independente e nunca pode aparecer de maneira independente. Em vez disso, ele é forçado a aceitar um corpo que lhe é imposto por māyā de acordo com o seu karma passado. Como se explica na Bhagavad-gītā (18.61), yantrārūḍhāni māyayā. O corpo é uma espécie de máquina criada e oferecida para a entidade viva pela energia material, que age sob a direção da Suprema Personalidade de Deus. Portanto, a entidade viva deve aceitar um tipo específico de corpo que māyā, a energia material, concede-lhe de acordo com o seu karma. Ninguém pode julgar-se independente e dizer: “Dá-me um corpo como este” ou “Dá-me um corpo como aquele”. Todos devem aceitar o corpo que a energia material oferece. Essa é a posição do ser vivo comum.
Todavia, ao descer, Kṛṣṇa adota esse procedimento devido à Sua compaixão misericordiosa para com as almas caídas. Como o Senhor diz na Bhagavad-gītā (4.8):
paritrāṇāya sādhūnāṁ
vināśāya ca duṣkṛtām
dharma-saṁsthāpanārthāya
sambhavāmi yuge yuge
vināśāya ca duṣkṛtām
dharma-saṁsthāpanārthāya
sambhavāmi yuge yuge
“Para libertar os piedosos e aniquilar os canalhas, bem como para restabelecer os princípios religiosos, Eu mesmo advenho, milênio após milênio.” O Senhor Supremo não é forçado a aparecer. Na verdade, ninguém pode forçá-lO a sujeitar-Se, pois Ele é a Suprema Personalidade de Deus. Todos estão sob Seu controle, mas Ele não está sob o controle de nenhuma outra pessoa. Os tolos que, devido a seu pobre fundo de conhecimento, pensam que alguém pode se igualar a Kṛṣṇa ou tornar-se Kṛṣṇa, estão condenados sob todos os aspectos. Ninguém pode igualar ou superar Kṛṣṇa, daí Ele ser descrito como asamordhva. De acordo com o dicionário Viśva-kośa, a palavra māyā é usada no sentido de “falso orgulho” e também no sentido de “compaixão”. Para um ser vivo comum, o corpo no qual ele aparece lhe serve de punição. Como o Senhor diz na Bhagavad-gītā (7.14), daivī hy eṣā guṇamayī mama māyā duratyayā: “Esta Minha energia divina, que consiste nos três modos da natureza material, é difícil de ser suplantada.” Quando Kṛṣṇa vem, no entanto, a palavra māyā refere-se à Sua compaixão ou misericórdia para com os devotos e as almas caídas. Através de Sua potência, o Senhor pode libertar a todos, quer as pessoas pecaminosas, quer as piedosas.
Devanagari
यन्मायाचेष्टितं पुंस: स्थित्युत्पत्त्यप्ययाय हि । अनुग्रहस्तन्निवृत्तेरात्मलाभाय चेष्यते ॥ ५८ ॥
Verse text
yan māyā-ceṣṭitaṁ puṁsaḥ
sthity-utpatty-apyayāya hi
anugrahas tan-nivṛtter
ātma-lābhāya ceṣyate
sthity-utpatty-apyayāya hi
anugrahas tan-nivṛtter
ātma-lābhāya ceṣyate
Synonyms
yat — quaisquer que; māyā-ceṣṭitam — as leis da natureza material estabelecidas pela Suprema Personalidade de Deus; puṁsaḥ — das entidades vivas; sthiti — duração de vida; utpatti — nascimento; apyayāya — aniquilação; hi — na verdade; anugrahaḥ — compaixão; tat-nivṛtteḥ — a criação e manifestação da energia cósmica para acabar com os repetidos nascimentos e mortes; ātma-lābhāya — voltando assim ao lar, voltando ao Supremo; ca — na verdade; iṣyate — é com esse propósito que existe a criação.
Translation
Através de Sua energia material, a Suprema Personalidade de Deus age na criação, manutenção e aniquilação desta manifestação cósmica apenas para libertar a entidade viva com Sua compaixão e extinguir o nascimento, a velhice e a duração da vida materialista da entidade viva. Com isso, Ele capacita o ser vivo a retornar ao lar, a retornar ao Supremo.
Purport
SIGNIFICADO—Às vezes, os homens materialistas perguntam por que Deus criou o mundo material onde sofrem as entidades vivas. A criação material na certa é um lugar designado às almas condicionadas sofredoras, que são partes da Suprema Personalidade de Deus, como o próprio Senhor confirma na Bhagavad-gītā (15.7):
mamaivāṁśo jīva-loke
jīva-bhūtaḥ sanātanaḥ
manaḥ ṣaṣṭhānīndriyāṇi
prakṛti-sthāni karṣati
jīva-bhūtaḥ sanātanaḥ
manaḥ ṣaṣṭhānīndriyāṇi
prakṛti-sthāni karṣati
“As entidades vivas neste mundo condicionado são Minhas eternas partes fragmentárias. Por força da vida condicionada, elas empreendem árdua luta com os seis sentidos, entre os quais se inclui a mente.” Todas as entidades vivas são partes integrantes da Suprema Personalidade de Deus e, em qualidade, estão no mesmo nível do Senhor; em quantidade, porém, há uma grande diferença entre eles, pois o Senhor é ilimitado, ao passo que as entidades vivas são limitadas. Logo, o Senhor possui uma ilimitada potência de prazer, e as entidades vivas têm uma limitada potência de prazer. Ānandamayo ’bhyāsāt (Vedānta-sūtra 1.1.12). Tanto o Senhor quanto a entidade viva, sendo almas espirituais da mesma qualidade, têm a tendência para desfrutar em paz. Apesar disso, quando a parte da Suprema Personalidade de Deus cai no infortúnio de querer desfrutar de maneira independente, sem Kṛṣṇa, ela é posta no mundo material, onde começa sua vida como Brahmā e, pouco a pouco, ela se degrada ao status de uma formiga ou de um verme no excremento. Isso se chama manaḥ ṣaṣṭhānīndriyāṇi prakṛti-sthāni karṣati. Há uma grande luta pela existência porque a entidade viva, condicionada pela natureza material, está sob pleno controle da natureza (prakṛteḥ kriyamāṇāni guṇaiḥ karmāṇi sarvaśaḥ). Entretanto, devido ao seu conhecimento limitado, a entidade viva pensa que está desfrutando neste mundo material. Manaḥ ṣaṣṭhānīndriyāṇi prakṛti-sthāni karṣati. Na verdade, ela está sob pleno controle da natureza material, mas, ainda assim, acha que é independente (ahaṅkāra-vimūḍhātmā kartāham iti manyate). Mesmo ao elevar-se através do conhecimento especulativo e tentar imergir na existência do Brahman, a mesma doença continua. Āruhya kṛcchreṇa paraṁ padaṁ tataḥ patanty adhaḥ (Śrīmad-Bhāgavatam 10.2.32). Mesmo após alcançar esse paraṁ padam, ou seja, após imergir no Brahman impessoal, ela volta a cair no mundo material.
Dessa maneira, a alma condicionada se submete a uma grande luta pela existência neste mundo material, de modo que o Senhor, sentindo compaixão dela, aparece neste mundo e a instrui. Assim, o Senhor diz na Bhagavad-gītā (4.7):
yadā yadā hi dharmasya
glānir bhavati bhārata
abhyutthānam adharmasya
tadātmānaṁ sṛjāmy aham
glānir bhavati bhārata
abhyutthānam adharmasya
tadātmānaṁ sṛjāmy aham
“Sempre e onde quer que haja um declínio na prática religiosa, ó descendente de Bharata, e uma ascensão predominante de irreligião – aí então Eu próprio faço o Meu advento.” O verdadeiro dharma é render-se a Kṛṣṇa, mas a entidade viva rebelde, em vez de render-se a Kṛṣṇa, ocupa-se em adharma, em lutar pela existência a fim de tornar-se como Kṛṣṇa. Portanto, por compaixão, Kṛṣṇa cria este mundo material para dar à entidade viva uma oportunidade de compreender sua verdadeira posição. A Bhagavad-gītā e textos védicos semelhantes são apresentados para que o ser vivo possa compreender a relação existente entre ele e Kṛṣṇa. Vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ (Bhagavad-gītā 15.15). Todos esses textos védicos destinam-se a capacitar o ser humano a compreender o que ele é, qual é sua verdadeira posição e qual é o seu relacionamento com a Suprema Personalidade de Deus. Isso se chama brahma-jijñāsā. Toda alma condicionada está lutando, mas a vida humana oferece a melhor oportunidade para ela compreender sua posição. Portanto, este verso diz que anugrahas tan-nivṛtteḥ, indicando que se deve descontinuar a vida ilusória sob a forma de repetidos nascimentos e mortes, e a alma condicionada deve educar-se. Eis o propósito da criação.
Ao contrário do que pensam os ateístas, a criação não surge caprichosamente.
asatyam apratiṣṭhaṁ te
jagad āhur anīśvaram
aparaspara-sambhūtaṁ
kim anyat kāma-haitukam
jagad āhur anīśvaram
aparaspara-sambhūtaṁ
kim anyat kāma-haitukam
“Eles dizem que este mundo é irreal e sem fundamento, que não há nenhum Deus no controle, que ele é produzido do desejo sexual e tem como causa apenas a luxúria.” (Bhagavad-gītā 16.8) Os patifes ateístas pensam que não há Deus e que a criação ocorreu por acaso, assim como um homem e uma mulher casualmente se encontram e ela engravida e dá à luz um filho. Entretanto, a verdadeira história é bem diferente, pois de fato há um propósito para esta criação: dar à alma condicionada a oportunidade de recuperar sua consciência original, a consciência de Kṛṣṇa, e, então, retornar ao lar, retornar ao Supremo, e ser completamente feliz no mundo espiritual. No mundo material, a alma condicionada recebe a oportunidade de satisfazer seus sentidos, mas, ao mesmo tempo, o conhecimento védico a informa que este mundo material não é o verdadeiro lugar onde encontrar a felicidade. Janma-mṛtyu-jarā-vyādhi-duḥkha-doṣānudarśanam. (Bhagavad-gītā 13.9) Deve-se acabar com os repetidos nascimentos e mortes. Portanto, todo ser humano deve aproveitar-se desta criação para compreender Kṛṣṇa e sua relação com Kṛṣṇa e, dessa maneira, voltar ao lar, voltar ao Supremo.
Devanagari
अक्षौहिणीनां पतिभिरसुरैर्नृपलाञ्छनै: । भुव आक्रम्यमाणाया अभाराय कृतोद्यम: ॥ ५९ ॥
Verse text
akṣauhiṇīnāṁ patibhir
asurair nṛpa-lāñchanaiḥ
bhuva ākramyamāṇāyā
abhārāya kṛtodyamaḥ
asurair nṛpa-lāñchanaiḥ
bhuva ākramyamāṇāyā
abhārāya kṛtodyamaḥ
Synonyms
akṣauhiṇīnām — de reis que possuem grande poder militar; patibhiḥ — por esses reis ou governantes; asuraiḥ — verdadeiros demônios (porque eles não precisam desse poder militar, mas criam-no desnecessariamente); nṛpa-lāñchanaiḥ — que são de fato indignos de tornarem-se reis (embora tenham de algum jeito se apossado do governo); bhuvaḥ — na superfície da Terra; ākramyamāṇāyāḥ — buscando atacar uns aos outros; abhārāya — abrindo o caminho em que decresce o número de demônios na superfície da Terra; kṛta-udyamaḥ — entusiastas (eles gastam todos os impostos do Estado para aumentar o poder militar).
Translation
Embora os demônios que se apossam do governo se façam passar por homens do governo, eles não conhecem o dever do governo. Consequentemente, por arranjo de Deus, tais demônios, que possuem grande força militar, lutam entre si, reduzindo o grande fardo de demônios na superfície da Terra. Pela vontade do Supremo, os demônios aumentam seu poder militar para que o seu número decresça e os devotos tenham a oportunidade de avançar em consciência de Kṛṣṇa.
Purport
SIGNIFICADO—Como se declara na Bhagavad-gītā (4.8), paritrāṇāya sādhūnāṁ vināśāya ca duṣkṛtām. Os sādhus, os devotos do Senhor, estão sempre ansiosos para promoverem a causa da consciência de Kṛṣṇa para que as almas condicionadas possam libertar-se do cativeiro de nascimentos e mortes. Mas os asuras, os demônios, querem impedir o avanço do movimento da consciência de Kṛṣṇa, daí Kṛṣṇa providenciar lutas ocasionais entre diferentes asuras que estão muito interessados em aumentar seu poder militar. O dever do governante ou do rei não é aumentar desnecessariamente o poder militar; o verdadeiro dever do governo é zelar para que os cidadãos do Estado avancem em consciência de Kṛṣṇa. Com esse propósito, na Bhagavad-gītā (4.13), Kṛṣṇa diz que cātur-varṇyaṁ mayā sṛṣṭaṁ guṇa-karma-vibhāgaśaḥ: “De acordo com os três modos da natureza material e o trabalho a eles atribuído, Eu criei as quatro divisões da sociedade humana.” Deve haver uma classe de homens ideais que sejam brāhmaṇas genuínos, e eles devem receber toda a proteção. Namo brahmaṇya-devāya go-brāhmaṇa-hitāya ca. Kṛṣṇa gosta muito dos brāhmaṇas e das vacas. Os brāhmaṇas fomentam a causa do avanço em consciência de Kṛṣṇa, e as vacas dão bastante leite para manter o corpo no modo da bondade. Os kṣatriyas e o governo devem ser aconselhados pelos brāhmaṇas. Já os vaiśyas devem produzir alimentos o suficiente, e os śudras, que, por sua própria iniciativa, não podem fazer nada benéfico, devem servir às três classes superiores (os brāhmaṇas, os kṣatriyas e os vaiśyas). Através desse arranjo da Suprema Personalidade de Deus, as almas condicionadas podem libertar-se da condição material e voltar ao lar, voltar ao Supremo. Esse é o propósito de Kṛṣṇa descer à superfície da Terra (paritrāṇāya sādhūnāṁ vināśāya ca duṣkṛtām).
Todos devem procurar compreender as atividades de Kṛṣṇa (janma karma ca me divyam). Se alguém compreende o propósito de Kṛṣṇa vir a esta Terra e executar Suas atividades, liberta-se de imediato. Essa liberação é o objetivo da criação e do advento de Kṛṣṇa à superfície da Terra. Os demônios estão muito interessados em propor planos através dos quais as pessoas trabalhem arduamente como gatos, cães e porcos, mas os devotos de Kṛṣṇa querem ensinar a consciência de Kṛṣṇa para que as pessoas se satisfaçam com uma vida simples e com o avanço em consciência de Kṛṣṇa. Embora os demônios tenham planejado muitas atividades que possam ser realizadas na indústria à custa de trabalho árduo para que as pessoas se matem de trabalhar dia e noite como animais, essa não é a meta da civilização. Tais esforços são jagato ’hitaḥ, isto é, eles propiciam o infortúnio das pessoas em geral. Kṣayāya: tais atividades levam à aniquilação. Quem compreende o propósito de Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, deve seriamente compreender a importância do movimento da consciência de Kṛṣṇa e seriamente participar dele. Ninguém deve esforçar-se por ugra-karma, ou trabalho desnecessário em busca de gozo dos sentidos. Nūnaṁ pramattaḥ kurute vikarma yad indriya-prītaya āpṛṇoti (Śrīmad-Bhāgavatam 5.5.4). Pela simples busca de gozo dos sentidos, as pessoas fazem planos para obterem a felicidade material. Māyā-sukhāya bharam udvahato vimūḍhān. (Śrīmad-Bhāgavatam 7.9.43) Todos tomam essa atitude porque são vimūḍhas, patifes. Para obter uma felicidade fugaz, as pessoas desperdiçam sua energia humana, não compreendendo a importância do movimento da consciência de Kṛṣṇa. Em vez disso, acusam os humildes devotos de serem indivíduos que sofreram lavagem cerebral. Os demônios podem falsamente acusar os pregadores do movimento da consciência de Kṛṣṇa, mas Kṛṣṇa providenciará para que ocorra uma luta entre os demônios na qual eles utilizem toda a sua força militar e ambos os grupos de demônios se aniquilem por fim.
Devanagari
कर्माण्यपरिमेयाणि मनसापि सुरेश्वरै: । सहसङ्कर्षणश्चक्रे भगवान् मधुसूदन: ॥ ६० ॥
Verse text
karmāṇy aparimeyāṇi
manasāpi sureśvaraiḥ
saha-saṅkarṣaṇaś cakre
bhagavān madhusūdanaḥ
manasāpi sureśvaraiḥ
saha-saṅkarṣaṇaś cakre
bhagavān madhusūdanaḥ
Synonyms
karmāṇi — atividades; aparimeyāṇi — imensuráveis, ilimitadas; manasā api — mesmo por esses planos percebidos na mente; sura-īśvaraiḥ — pelos controladores do universo, tais como Brahmā e Śiva; saha-saṅkarṣaṇaḥ — com a participação de Saṅkarṣaṇa (Baladeva); cakre — executou; bhagavān — a Suprema Personalidade de Deus; madhu-sūdanaḥ — o matador do demônio Madhu.
Translation
A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, com a cooperação de Saṅkarṣaṇa, Balarāma, executou atividades que ultrapassam a compreensão mental de personalidades tais como o senhor Brahmā e o senhor Śiva. [Por exemplo, Kṛṣṇa providenciou a batalha de Kurukṣetra para matar muitos demônios a fim de que o mundo inteiro ficasse aliviado.]
Devanagari
कलौ जनिष्यमाणानां दु:खशोकतमोनुदम् । अनुग्रहाय भक्तानां सुपुण्यं व्यतनोद् यश: ॥ ६१ ॥
Verse text
kalau janiṣyamāṇānāṁ
duḥkha-śoka-tamo-nudam
anugrahāya bhaktānāṁ
supuṇyaṁ vyatanod yaśaḥ
duḥkha-śoka-tamo-nudam
anugrahāya bhaktānāṁ
supuṇyaṁ vyatanod yaśaḥ
Synonyms
kalau — nesta era de Kali; janiṣyamāṇānām — das almas condicionadas que nascerão no futuro; duḥkha-śoka-tamaḥ-nudam — para minimizar sua infelicidade e lamentação ilimitadas, causadas pela ignorância; anugrahāya — só para mostrar misericórdia; bhaktānām — aos devotos; su-puṇyam — atividades muito piedosas e transcendentais; vyatanot — expandiu; yaśaḥ — Suas glórias ou reputação.
Translation
Para mostrar misericórdia imotivada aos devotos que no futuro nasceriam nesta era de Kali, a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, agiu de tal maneira que, pelo simples fato de lembrar-se dEle, a pessoa se libertará de toda a lamentação e infelicidade da existência material. [Em outras palavras, através de Sua ação, Ele propiciou que todos os futuros devotos, aceitando as instruções da consciência de Kṛṣṇa contidas na Bhagavad-gītā, pudessem aliviar-se das dores da existência material.
Purport
SIGNIFICADO—As atividades do Senhor que consistem em salvar os devotos e matar os demônios (paritrāṇāya sādhūnāṁ vināśāya ca duṣkṛtām) estão sempre lado a lado. De fato, Kṛṣṇa aparece para libertar os sādhus, ou bhaktas, mas, ao matar os demônios, Ele também lhes mostra misericórdia, pois todo aquele que é morto por Kṛṣṇa liberta-se. Quer mate, quer proteja, o Senhor é bondoso tanto para os demônios quanto para os devotos.
Devanagari
यस्मिन् सत्कर्णपीयुषे यशस्तीर्थवरे सकृत् । श्रोत्राञ्जलिरुपस्पृश्य धुनुते कर्मवासनाम् ॥ ६२ ॥
Verse text
yasmin sat-karṇa-pīyuṣe
yaśas-tīrtha-vare sakṛt
śrotrāñjalir upaspṛśya
dhunute karma-vāsanām
yaśas-tīrtha-vare sakṛt
śrotrāñjalir upaspṛśya
dhunute karma-vāsanām
Synonyms
yasmin — na história das atividades transcendentais que Kṛṣṇa executou na superfície da Terra; sat-karṇa-pīyuṣe — que satisfaz as exigências dos ouvidos transcendentais e purificados; yaśaḥ-tīrtha-vare — mantendo-se no melhor dos lugares sagrados, ouvindo as atividades transcendentais do Senhor; sakṛt — apenas uma vez, de imediato; śrotra-añjaliḥ — sob a forma de ouvir a mensagem transcendental; upaspṛśya — tocando (exatamente como a água do Ganges); dhunute — destrói; karma-vāsanām — o forte desejo de executar atividades fruitivas.
Translation
Pelo simples fato de receber as glórias do Senhor através de ouvidos transcendentais purificados, os devotos do Senhor libertam-se de imediato dos fortes desejos materiais e das ocupações em atividades fruitivas.
Purport
SIGNIFICADO—Ao escutarem as atividades da Suprema Personalidade de Deus como expostas na Bhagavad-gītā e no Śrīmad-Bhāgavatam, os devotos imediatamente obtêm visão transcendental, devido à qual deixam de interessar-se por atividades materialistas. Com isso, eles se libertam do mundo material. Em busca de gozo dos sentidos, praticamente todos estão ocupados em atividades materialistas, as quais prolongam o processo de janma-mṛtyu jarā-vyādhi – nascimento, morte, velhice e doença –, mas o devoto, pelo simples fato de ouvir a mensagem da Bhagavad-gītā e depois saborear as narrações do Śrīmad-Bhāgavatam, torna-se tão puro que perde o interesse por atividades materialistas. Atualmente, os devotos nos países ocidentais estão se sentindo atraídos pela consciência de Kṛṣṇa e deixando de interessar-se em atividades materialistas, de modo que as pessoas estão tentando se opor a este movimento. Contudo, não há possibilidade alguma de elas, através de suas imposições artificiais, interromperem este movimento ou pararem as atividades dos devotos na Europa e nos Estados Unidos. Aqui, as palavras śrotrāñjalir upaspṛśya indicam que, pelo simples fato de ouvirem as atividades transcendentais do Senhor, os devotos tornam-se tão puros que imediatamente ficam imunes à contaminação das atividades fruitivas materialistas. Anyābhilāṣitā-śūnyam. As atividades materialistas são desnecessárias à alma, de modo que os devotos estão livres dessas atividades. Os devotos estão situados em liberação (brahma-bhūyāya kalpate) e, por conseguinte, não podem ser convidados a voltar a seus lares materiais ou a reassumir atividades materialistas.
Devanagari
भोजवृष्ण्यन्धकमधुशूरसेनदशार्हकै: । श्लाघनीयेहित: शश्वत् कुरुसृञ्जयपाण्डुभि: ॥ ६३ ॥ स्निग्धस्मितेक्षितोदारैर्वाक्यैर्विक्रमलीलया । नृलोकं रमयामास मूर्त्या सर्वाङ्गरम्यया ॥ ६४ ॥
Verse text
bhoja-vṛṣṇy-andhaka-madhu-
śūrasena-daśārhakaiḥ
ślāghanīyehitaḥ śaśvat
kuru-sṛñjaya-pāṇḍubhiḥ
śūrasena-daśārhakaiḥ
ślāghanīyehitaḥ śaśvat
kuru-sṛñjaya-pāṇḍubhiḥ
snigdha-smitekṣitodārair
vākyair vikrama-līlayā
nṛlokaṁ ramayām āsa
mūrtyā sarvāṅga-ramyayā
vākyair vikrama-līlayā
nṛlokaṁ ramayām āsa
mūrtyā sarvāṅga-ramyayā
Synonyms
bhoja — ajudado pela dinastia Bhoja; vṛṣṇi — e pelos Vṛṣṇis; andhaka — e pelos Andhakas; madhu — e pelos Madhus; śūrasena — e pelos Śūrasenas; daśārhakaiḥ — e pelos Daśārhakas; ślāghanīya — pelos louváveis; īhitaḥ — esforçando-se; śaśvat — sempre; kuru-sṛñjaya-pāṇḍubhiḥ — ajudado pelos Pāṇḍavas, Kurus e Sṛñjayas; snigdha — afetuoso; smita — sorriso; īkṣita — sendo considerado como; udāraiḥ — magnânimo; vākyaiḥ — as instruções; vikrama-līlayā — os passatempos heroicos; nṛ-lokam — sociedade humana; ramayām āsa — satisfez; mūrtyā — com Sua forma pessoal; sarva-aṅga-ramyayā — a forma que satisfaz todos por todas as partes do corpo.
Translation
Com a ajuda dos descendentes de Bhoja, Vṛṣṇi, Andhaka, Madhu, Śūrasena, Daśārha, Kuru, Sṛñjaya e Pāṇḍu, o Senhor Kṛṣṇa executou diversas atividades. Com Seu sorriso agradável, Seu comportamento afetuoso, Suas instruções e Seus passatempos incomuns, tais como erguer a colina Govardhana, o Senhor, aparecendo em Seu corpo transcendental, satisfez toda a sociedade humana.
Purport
SIGNIFICADO—As palavras nṛlokaṁ ramayām āsa mūrtyā sarvāṅga-ramyayā são significativas. Kṛṣṇa é a forma original. Portanto, neste verso, Bhagavān, a Suprema Personalidade de Deus, é descrito através da palavra mūrtyā. A palavra mūrti significa “forma”. Kṛṣṇa, ou Deus, jamais é impessoal; o aspecto impessoal é uma mera manifestação de Seu corpo transcendental (yasya prabhā prabhavato jagad-aṇḍa-koṭi). O Senhor é narākṛti, ou seja, Sua forma assemelha-Se exatamente à de um ser humano; todavia, Sua forma é diferente da nossa. Portanto, a palavra sarvāṅga-ramyayā nos informa que cada parte de Seu corpo agrada todos que o veem. Como se não bastasse Seu rosto sorridente, cada parte de Seu corpo – Suas mãos, Suas pernas, Seu peito – é agradável aos devotos, que não são capazes de parar de ver a bela forma do Senhor sequer por um momento.
Devanagari
यस्याननं मकरकुण्डलचारुकर्ण-भ्राजत्कपोलसुभगं सविलासहासम् । नित्योत्सवं न ततृपुर्दृशिभि: पिबन्त्योनार्यो नराश्च मुदिता: कुपिता निमेश्च ॥ ६५ ॥
Verse text
yasyānanaṁ makara-kuṇḍala-cāru-karṇa-
bhrājat-kapola-subhagaṁ savilāsa-hāsam
nityotsavaṁ na tatṛpur dṛśibhiḥ pibantyo
nāryo narāś ca muditāḥ kupitā nimeś ca
bhrājat-kapola-subhagaṁ savilāsa-hāsam
nityotsavaṁ na tatṛpur dṛśibhiḥ pibantyo
nāryo narāś ca muditāḥ kupitā nimeś ca
Synonyms
yasya — cujo; ānanam — rosto; makara-kuṇḍala-cāru-karṇa — decorado com brincos semelhantes a tubarões e com belas orelhas; bhrājat — brilhantemente decorada; kapola — testa; subhagam — revelando todas as opulências; sa-vilāsa-hāsam — com sorrisos de prazer; nitya-utsavam — sempre que alguém O vê, sente-se festivo; na tatṛpuḥ — não podem satisfazer-se; dṛśibhiḥ — vendo a forma do Senhor; pibantyaḥ — como se bebessem através dos olhos; nāryaḥ — todas as mulheres de Vṛndāvana; narāḥ — todos os devotos; ca — também; muditāḥ — plenamente satisfeitos; kupitāḥ — irados; nimeḥ — o momento em que se perturbam com o piscar dos olhos; ca — também.
Translation
O rosto de Kṛṣṇa está decorado com ornamentos, tais como brincos em formato de tubarões. Suas orelhas são belas, as maçãs de Seu rosto são brilhantes, e Seu sorriso atrai a todos. Todo aquele que olha para o Senhor Kṛṣṇa vê um festival. Seu rosto e Seu corpo dão plena satisfação a todos que os veem, mas os devotos ficam irados contra o criador por causa do distúrbio causado pelo momentâneo piscar dos olhos.
Purport
SIGNIFICADO—Como o próprio Senhor afirma na Bhagavad-gītā (7.3):
manuṣyāṇāṁ sahasreṣu
kaścid yatati siddhaye
yatatām api siddhānāṁ
kaścin māṁ vetti tattvataḥ
kaścid yatati siddhaye
yatatām api siddhānāṁ
kaścin māṁ vetti tattvataḥ
“Dentre muitos milhares de homens, talvez haja um que se esforce para obter a perfeição, e, dentre aqueles que alcançaram a perfeição, é difícil encontrar um que Me conheça de verdade.” A menos que alguém esteja qualificado para compreender Kṛṣṇa, não pode apreciar a presença de Kṛṣṇa na Terra. Entre os Bhojas, Vṛṣṇis, Andhakas, Pāṇḍavas e muitos outros reis relacionados intimamente com Kṛṣṇa, deve-se dar destaque especial ao relacionamento íntimo entre Kṛṣṇa e os habitantes de Vṛndāvana. Neste verso, as palavras nityotsavaṁ na tatṛpur dṛśibhiḥ pibantyaḥ descrevem esse relacionamento. Os habitantes de Vṛndāvana em especial, tais como os vaqueirinhos, as vacas, os bezerros, as gopīs e o pai e a mãe de Kṛṣṇa nunca se saciavam por completo, embora vissem continuamente os belos traços de Kṛṣṇa. Aqui, descreve-se que ver Kṛṣṇa é nitya-utsava, um festival diário. Os habitantes de Vṛndāvana viam Kṛṣṇa quase a todo momento, mas, quando Kṛṣṇa saía da vila e dirigia-Se aos campos de pastagens, onde apascentava as vacas e bezerros, as gopīs ficavam muito aflitas porque viam Kṛṣṇa caminhando na terra e pensavam que os pés de lótus de Kṛṣṇa, os quais elas não ousavam colocar sobre seus seios porque não os consideravam suaves o bastante, estavam sendo machucados por cascalhos. Bastava ao menos pensar nisso para que as gopīs ficassem abaladas, chorando em casa. Essas gopīs, que eram, portanto, as elevadas amigas de Kṛṣṇa, viam Kṛṣṇa constantemente, mas, como suas pálpebras impediam-nas de ver Kṛṣṇa, as gopīs condenavam o criador, o senhor Brahmā. Portanto, aqui se descreve a beleza de Kṛṣṇa, em especial a beleza de Seu rosto. No final do nono canto, neste vigésimo quarto capítulo, vislumbra-se a beleza de Kṛṣṇa. Agora, rumamos ao décimo canto, que é considerado a cabeça de Kṛṣṇa. Todo o Śrīmad-Bhāgavata Purāṇa é a corporificação da forma de Kṛṣṇa, e o décimo canto é Seu rosto. Este verso insinua quão belo é Seu rosto. O rosto sorridente de Kṛṣṇa, com Suas bochechas, Seus lábios, os ornamentos em Suas orelhas, Seu ato de mascar nozes de bétel – tudo isto era observado minuciosamente pelas gopīs, que, portanto, desfrutavam de bem-aventurança transcendental, tanto que nunca se saciavam de ver o rosto de Kṛṣṇa, senão que, em vez disso, condenavam o criador do corpo por ter feito pálpebras que lhes impediam a visão. Portanto, a beleza do rosto de Kṛṣṇa era muito mais apreciada pelas gopīs do que por Seus amigos, os vaqueirinhos, ou mesmo por Yaśodā Mātā, que também estava interessada em decorar o rosto de Kṛṣṇa.
Devanagari
जातो गत: पितृगृहाद् व्रजमेधितार्थोहत्वा रिपून् सुतशतानि कृतोरुदार: । उत्पाद्य तेषु पुरुष: क्रतुभि: समीजेआत्मानमात्मनिगमं प्रथयञ्जनेषु ॥ ६६ ॥
Verse text
jāto gataḥ pitṛ-gṛhād vrajam edhitārtho
hatvā ripūn suta-śatāni kṛtorudāraḥ
utpādya teṣu puruṣaḥ kratubhiḥ samīje
ātmānam ātma-nigamaṁ prathayañ janeṣu
hatvā ripūn suta-śatāni kṛtorudāraḥ
utpādya teṣu puruṣaḥ kratubhiḥ samīje
ātmānam ātma-nigamaṁ prathayañ janeṣu
Synonyms
jātaḥ — após nascer como o filho de Vasudeva; gataḥ — foi embora; pitṛ-gṛhāt — da casa de Seu pai; vrajam — para Vṛndāvana; edhita-arthaḥ — para enaltecer a posição (de Vṛndāvana); hatvā — matando ali; ripūn — muitos demônios; suta-śatāni — centenas de filhos; kṛta-urudāraḥ — aceitando milhares e milhares de esposas, as melhores das mulheres; utpādya — gerou; teṣu — nelas; puruṣaḥ — a Pessoa Suprema, que Se assemelha exatamente a um ser humano; kratubhiḥ — através de muitos sacrifícios; samīje — adorou; ātmānam — a Ele mesmo (porque Ele é a pessoa adorada em todos os sacrifícios); ātma-nigamam — bem de acordo com as cerimônias ritualísticas dos Vedas; prathayan — expandindo os princípios védicos; janeṣu — entre as pessoas em geral.
Translation
A Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa, conhecido como Līlā-puruṣottama, apareceu como o filho de Vasudeva, mas logo deixou o lar de Seu pai e foi a Vṛndāvana para expandir Seu relacionamento amoroso com Seus devotos íntimos. Em Vṛndāvana, o Senhor matou muitos demônios, após o que retornou a Dvārakā, onde, de acordo com os princípios védicos, Ele teve muitas esposas, que eram as melhores das mulheres. O Senhor gerou centenas de filhos nelas e, para estabelecer os princípios da vida familiar, executou sacrifícios que visavam à Sua própria adoração.
Purport
SIGNIFICADO—Como se afirma na Bhagavad-gītā (15.15), vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ: por intermédio de todos os Vedas, é a Kṛṣṇa que se deve conhecer. O Senhor Śrī Kṛṣṇa, dando um exemplo mediante Seu próprio comportamento, executou muitas cerimônias ritualísticas descritas nos Vedas e estabeleceu os princípios da vida de gṛhastha, casando-Se com muitas esposas e gerando muitos filhos apenas para mostrar às pessoas em geral como ser feliz vivendo de acordo com os princípios védicos. O centro do sacrifício védico é Kṛṣṇa (vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ). Para aperfeiçoar a vida humana, a sociedade humana deve seguir os princípios védicos pessoalmente demonstrados pelo Senhor Kṛṣṇa durante Sua vida de chefe de família. Todavia, o verdadeiro propósito do aparecimento de Kṛṣṇa era manifestar como alguém pode participar dos casos amorosos com a Suprema Personalidade de Deus. Reciprocar casos amorosos em êxtase é possível apenas em Vṛndāvana. Portanto, logo após Seu aparecimento como o filho de Vasudeva, o Senhor partiu para Vṛndāvana. Em Vṛndāvana, o Senhor não apenas compartilhou de relações amorosas com Seu pai e Sua mãe, com as gopīs e os vaqueirinhos, senão que também concedeu a liberação a muitos demônios, matando-os. Como se declara na Bhagavad-gītā (4.8), paritrāṇāya sādhūnāṁ vināśāya ca duṣkṛtām: o Senhor aparece para proteger os devotos e matar os demônios. Isso foi plenamente demonstrado através de Seu comportamento pessoal. Na Bhagavad-gītā, Arjuna conclui que o Senhor é puruṣaṁ śāśvataṁ divyam – a Pessoa Suprema eterna e transcendental. Também encontramos aqui as palavras utpādya teṣu puruṣaḥ. Portanto, deve-se inferir que a Verdade Absoluta é puruṣa, uma pessoa. O aspecto impessoal é apenas um dos aspectos de Sua personalidade. Em última análise, Ele é uma pessoa; Ele não é impessoal. E Ele não é apenas puruṣa, uma pessoa, mas é o Līlā-Puruṣottama, a melhor de todas as pessoas.
Devanagari
पृथ्व्या: स वै गुरुभरं क्षपयन् कुरूणा-मन्त:समुत्थकलिना युधि भूपचम्व: । दृष्टया विधूय विजये जयमुद्विघोष्यप्रोच्योद्धवाय च परं समगात् स्वधाम ॥ ६७ ॥
येऽन्येऽरविन्दाक्ष विमुक्तमानिन-स्त्वय्यस्तभावादविशुद्धबुद्धय: । आरुह्य कृच्छ्रेण परं पदं तत:पतन्त्यधोऽनादृतयुष्मदङ्घ्रय: ॥
येऽन्येऽरविन्दाक्ष विमुक्तमानिन-स्त्वय्यस्तभावादविशुद्धबुद्धय: । आरुह्य कृच्छ्रेण परं पदं तत:पतन्त्यधोऽनादृतयुष्मदङ्घ्रय: ॥
Verse text
pṛthvyāḥ sa vai guru-bharaṁ kṣapayan kurūṇām
antaḥ-samuttha-kalinā yudhi bhūpa-camvaḥ
dṛṣṭyā vidhūya vijaye jayam udvighoṣya
procyoddhavāya ca paraṁ samagāt sva-dhāma
antaḥ-samuttha-kalinā yudhi bhūpa-camvaḥ
dṛṣṭyā vidhūya vijaye jayam udvighoṣya
procyoddhavāya ca paraṁ samagāt sva-dhāma
Synonyms
pṛthvyāḥ — na Terra; saḥ — Ele (o Senhor Kṛṣṇa); vai — na verdade; guru-bharam — um grande fardo; kṣapayan — acabando por completo; kurūṇām — das personalidades nascidas na dinastia Kuru; antaḥ-samuttha-kalinā — criando inimizade entre os irmãos, trazendo-lhes a discórdia; yudhi — na Guerra de Kurukṣetra; bhūpa-camvaḥ — todos os reis demoníacos; dṛṣṭyā — com Seu olhar; vidhūya — limpando suas atividades pecaminosas; vijaye — na vitória; jayam — vitória; udvighoṣya — declarando (a vitória de Arjuna); procya — dando instruções; uddhavāya — a Uddhava; ca — também; param — transcendental; samagāt — retornou; sva-dhāma — à Sua própria morada.
Translation
Em seguida, o Senhor Śrī Kṛṣṇa criou um desentendimento entre os membros familiares apenas para diminuir o fardo do mundo. Mediante Seu simples olhar, ele aniquilou todos os reis demoníacos no campo de batalha de Kurukṣetra e declarou Arjuna vitorioso. Por fim, Ele instruiu Uddhava sobre a vida transcendental e a devoção e, então, retornou à Sua morada em Sua forma original.
Purport
SIGNIFICADO—Paritrāṇāya sādhūnāṁ vināśāya ca duṣkṛtām. A missão do Senhor Kṛṣṇa caracterizou-se no campo de batalha de Kurukṣetra, pois, através da misericórdia do Senhor, Arjuna saiu vitorioso devido ao fato de ser um grande devoto, ao passo que os outros foram mortos pelo simples olhar do Senhor, o qual os limpou de todas as atividades pecaminosas e capacitou-os a alcançar sārūpya. Por fim, o Senhor Kṛṣṇa instruiu Uddhava sobre a vida transcendental em serviço devocional, e então, no devido tempo, retornou à Sua morada. As instruções do Senhor sob a forma da Bhagavad-gītā são plenas de jñāna e vairāgya, conhecimento e renúncia. Na forma de vida humana, devem-se aprender essas duas coisas – como desapegar-se do mundo material e como adquirir pleno conhecimento sobre a vida espiritual. Esta é a missão do Senhor (paritrāṇāya sādhūnāṁ vināśāya ca duṣkṛtām). Após cumprir toda a Sua missão, o Senhor regressou ao Seu lar, Goloka Vṛndāvana.
Neste ponto, encerram-se os Significados Bhaktivedanta do nono canto, vigésimo quarto capítulo, do Śrīmad-Bhāgavatam, intitulado “Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus”.
— Concluído em Bhuvaneśvara, Índia, na ocasião em que se estabeleceu um templo de Kṛṣṇa-Balarāma.
— Concluído em Bhuvaneśvara, Índia, na ocasião em que se estabeleceu um templo de Kṛṣṇa-Balarāma.
FIM DO NONO CANTO