ŚB 10.42.3

सैरन्‍ध्र्युवाच
दास्यस्म्यहं सुन्दर कंससम्मतात्रिवक्रनामा ह्यनुलेपकर्मणि । मद्भ‍ावितं भोजपतेरतिप्रियंविना युवां कोऽन्यतमस्तदर्हति ॥ ३ ॥
sairandhry uvāca
dāsy asmy ahaṁ sundara kaṁsa-sammatā
trivakra-nāmā hy anulepa-karmaṇi
mad-bhāvitaṁ bhoja-pater ati-priyaṁ
vinā yuvāṁ ko ’nyatamas tad arhati

Synonyms

sairandhrī uvācaa serva disse; dāsīuma serva; asmisou; ahameu; sundaraó bela pessoa; kaṁsapor Kaṁsa; sammatārespeitada; trivakra-nāmāchamada Trivakrā (“curvada em três lugares”); hide fato; anulepacom bálsamos; karmaṇipor meu trabalho; matpor mim; bhāvitampreparados; bhoja-pateḥpelo líder dos Bhojas; ati-priyammuito apreciados; vināexceto; yuvāmVós dois; kaḥquem; anyatamaḥsenão; tatisto; arhatimerece.

Translation

A serva respondeu: Ó belo rapaz, sou serva do rei Kaṁsa, que me tem em alta estima pelos bálsamos que fabrico. Meu nome é Trivakrā. Quem, senão Vós dois, merece meus bálsamos, que o senhor dos Bhojas tanto aprecia?

Purport

SIGNIFICADO—Śrīla Viśvanātha Cakravartī explica que Trivakrā, que também é conhecida como Kubjā, usou o vocativo singular, sundara, “ó belo”, para insinuar que sentia desejo conjugal por Kṛṣṇa apenas, e usou a forma dual, yuvām, “para Vós ambos”, para tentar esconder seu sentimento conjugal. O nome da corcunda, Trivakrā, indica que seu corpo era curvado no pescoço, no peito e na cintura.