ŚB 10.14.58

समाश्रिता ये पदपल्लवप्लवं
महत्पदं पुण्ययशो मुरारे: ।
भवाम्बुधिर्वत्सपदं परं पदं
पदं पदं यद् विपदां न तेषाम् ॥ ५८ ॥
samāśritā ye pada-pallava-plavaṁ
mahat-padaṁ puṇya-yaśo murāreḥ
bhavāmbudhir vatsa-padaṁ paraṁ padaṁ
padaṁ padaṁ yad vipadāṁ na teṣām

Synonyms

samāśritāḥtendo-se abrigado; yeaqueles que; padanos pés; pallavacomo botões de flores; plavamque são um barco; mahatda criação material total, ou das grandes almas; padamo abrigo; puṇyasumamente piedosa; yaśaḥcuja fama; mura-areḥno inimigo do demônio Mura; bhavada existência material; ambu­dhiḥo oceano; vatsa-padama pegada deixada por um bezerro; param padama morada suprema, Vaikuṇṭha; padam padama cada passo; yatonde; vipadāmdos tormentos materiais; nane­nhuma; teṣāmpara eles.

Translation

Para alguém que aceitou o barco dos pés de lótus do Senhor, que é o abrigo da manifestação cósmica e é famoso como Murāri, o inimigo do demônio Mura, o oceano do mundo material é como a água contida na pegada de um bezerro. Paraṁ padam, ou o lugar onde não há misérias materiais, ou Vaikuṇṭha, é sua meta, e não o lugar onde se corre perigo a cada passo da vida

Purport

SIGNIFICADO—Esta tradução é extraída do comentário de Śrīla Prabhupāda ao Bhagavad-gītā Como Ele É, capítulo 2, verso 51.
Segundo Śrīla Śrīdhara Svāmī, este verso resume o conhecimento apresentado nesta seção do Śrīmad-Bhāgavatam. Os pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa são descritos como pallava, botões de flores, porque são muito tenros e de um matiz rosado. Segundo Śrīla Sanātana Go­svāmī, a palavra pallava também indica que os pés de lótus do Senhor Kṛṣṇa são exatamente como árvores-dos-desejos, que podem satisfazer todos os desejos dos devotos puros do Senhor. Até eleva­dos devotos como Śrī Nārada, que são eles mesmos o grande refú­gio das almas condicionadas deste universo, refugiam-se nos pés de lótus do Senhor Śrī Kṛṣṇa. Portanto, é natural que, quando o Senhor Kṛṣṇa Se manifestou como todos os meninos e bezerros de Vṛndāvana, seus pais tivessem mais atração por eles do que antes. O Senhor Kṛṣṇa é o reservatório de todo o prazer e, por ser todo-atrativo, é o objeto último do amor de todas as pessoas.