ŚB 7.13.28

इत्येतदात्मन: स्वार्थं सन्तं विस्मृत्य वै पुमान् ।
विचित्रामसति द्वैते घोरामाप्नोति संसृतिम् ॥ २८ ॥
ity etad ātmanaḥ svārthaṁ
santaṁ vismṛtya vai pumān
vicitrām asati dvaite
ghorām āpnoti saṁsṛtim

Synonyms

itidessa maneira; etatuma pessoa materialmente condicionada; ātmanaḥdo seu eu; sva-arthaminteresse próprio; santamexistindo dentro dela mesma; vismṛtyaesquecendo; vaina verdade; pumāna entidade viva; vicitrāmfalsas variedades atrativas; asatino mundo material; dvaitediferentes do eu; ghorāmmuito perigosas (devido à contínua aceitação de nascimento e morte); āpnotia pessoa torna-se enredada; saṁsṛtimna existência material.

Translation

Dessa maneira, a alma condicionada vivendo dentro do corpo se esquece de seu próprio interesse porque se identifica com o corpo. Porque o corpo é material, sua tendência natural é deixar-se atrair pelas muitas variedades encontradas no mundo material. Então, a entidade viva se submete aos sofrimentos da existência material.

Purport

SIGNIFICADO—Todos estão tentando ser felizes porque, como se explicou no verso anterior, sukham asyātmano rūpaṁ sarvehoparatis tanuḥ: quando está em sua forma espiritual original, a entidade viva é feliz por natureza. Para o ser espiritual, os sofrimentos estão fora de cogitação. Como Kṛṣṇa sempre é feliz, as entidades vivas, que são Suas partes integrantes, também são felizes por natureza, mas, devido ao fato de terem sido postas dentro deste mundo material e de terem se esquecido de sua eterna relação com Kṛṣṇa, elas não se lembram de sua verdadeira natureza. Porque todos nós somos partes de Kṛṣṇa, temos uma relação muito afetuosa com Ele; contudo, como nos esquecemos de nossa identidade e estamos considerando que o corpo é o eu, somos afligidos por todos os problemas manifestos na forma de nascimento, morte, velhice e doença. Essa concepção errônea, presente na vida materialista, continuará enquanto não entendermos a relação que existe entre nós e Kṛṣṇa. A felicidade que a alma condicionada está sempre procurando decerto é apenas ilusão, como explica o próximo verso.