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CHAPTER 44

Capítulo 44

The Killing of Kaṁsa

A Morte de Kaṁsa

After Kaṁsa’s wrestlers expressed their determination, the Supreme Personality of Godhead, the killer of Madhu, confronted Cāṇūra, and Lord Balarāma, the son of Rohiṇī, confronted Muṣṭika. Kṛṣṇa and Cāṇūra and then Balarāma and Muṣṭika locked themselves hand to hand, leg to leg, and each began to press against the other with a view to coming out victorious. They joined palm to palm, calf to calf, head to head, chest to chest and began to strike each other. The fighting increased as they pushed each other from one place to another. One captured the other and threw him down on the ground, and another rushed from the back to the front of another and tried to overcome him with a hold. The fighting increased step by step. There was picking up, dragging and pushing, and then the legs and hands were locked together. All the arts of wrestling were perfectly exhibited by the parties as each tried his best to defeat his opponent.

Depois que os lutadores de Kaṁsa expressaram sua determinação, a Suprema Personalidade de Deus, que é o matador de Madhu, enfrentou Cāṇūra, e o Senhor Balarāma, que é o filho de Rohiṇī, enfrentou Muṣṭika. Kṛṣṇa e Cāṇūra, e depois Balarāma e Muṣṭika, agarraram-se, mão a mão, perna a perna, e cada qual começou a pressionar o outro para sair vitorioso. Eles se entrelaçaram palma a palma, perna a perna, cabeça a cabeça, peito a peito e começaram a se golpear. A luta aumentava enquanto eles se empurravam de um lugar para outro. Um agarrava o outro e atirava-o ao chão, e um corria de trás para a frente do outro e tentava sobrepujá-lo agarrando-o. A luta aumentava passo a passo. Pegavam-se, arrastavam-se e se empurravam e, então, enlaçavam as pernas e mãos um do outro. As partes exibiram todas as artes da luta com perfeição, enquanto cada qual tentava o melhor para derrotar seu adversário.

But the audience in the wrestling arena was not very much satisfied because the combatants did not appear to be equally matched. They considered Kṛṣṇa and Balarāma to be mere boys before Cāṇūra and Muṣṭika, who were the strongest wrestlers, as solid as stone. Being compassionate and favoring Kṛṣṇa and Balarāma, the many ladies in the audience began to talk as follows: “Dear friends, there is injustice here.” Another said, “Even in front of the king this wrestling is going on between incompatible sides.” The ladies had lost their sense of enjoyment. They could not encourage the fighting between the strong and the weak. “Muṣṭika and Cāṇūra are just like thunderbolts, as strong as great mountains, and Kṛṣṇa and Balarāma are two delicate boys of very tender age. The principle of justice has already left this assembly. Persons who are aware of the civilized principles of justice will not remain to watch this unfair match. Those taking part in watching this wrestling match are not very much enlightened; therefore whether they speak or remain silent, they are being subjected to the reactions of sinful activities.”

Contudo, a audiência na arena de luta não estava muito satisfeita porque os combatentes não pareciam estar igualmente emparelhados. Eles consideravam Kṛṣṇa e Balarāma como apenas meninos diante dos lutadores Cāṇūra e Muṣṭika, que eram homens enormes, sólidos como pedra. Sendo compassivas e favorecendo Kṛṣṇa e Balarāma, várias senhoras da audiência começaram a falar que havia muita injustiça naquela luta. Certa senhora mencionou que tal luta entre lados incompatíveis acontecia bem na frente do rei. As senhoras haviam perdido o senso de diversão. Elas não podiam incentivar a luta entre os fortes e os fracos e falaram: “Muṣṭika e Cāṇūra são como raios, tão fortes como grandes montanhas, e Kṛṣṇa e Balarāma são dois meninos muito frágeis, de idade muito tenra. O princípio da justiça já deixou esta assembleia. Pessoas que estão a par dos princípios civilizados de justiça não ficarão para assistir a esta competição injusta. Aqueles que estão acompanhando esta sessão de luta não são muito esclarecidos; portanto, quer falem, quer calem, estão se sujeitando às reações das atividades pecaminosas”.

“But my dear friends,” another lady in the assembly spoke out, “just look at the face of Kṛṣṇa. There are drops of perspiration on His face from chasing His enemy, and His face appears like a lotus flower with drops of water.”

“Meus caros amigos”, disse outra senhora na assembleia, “olhem só para o rosto de Kṛṣṇa. Há gotas de suor em Seu rosto por perseguir este inimigo, e Seu rosto parece a flor de lótus orvalhada”.

Another lady said, “Don’t you see how the face of Lord Balarāma has turned especially beautiful? There is a reddish hue on His white face because He is engaged in a strenuous wrestling match with Muṣṭika.”

E outra senhora ainda disse: “Vocês não veem como o rosto do Senhor Balarāma se tornou especialmente belo? Existe um matiz avermelhado em Seu rosto branco porque Ele está entretido em uma violenta sessão de luta com Muṣṭika”.

Another lady in the assembly addressed her friend, “Dear friend, just imagine how fortunate is the land of Vṛndāvana, where the Supreme Personality of Godhead Himself is present, always decorated with flower garlands and engaged in tending cows along with His brother, Lord Balarāma. He is always accompanied by His cowherd boyfriends, and He plays His transcendental flute. The residents of Vṛndāvana are fortunate to be able to constantly see the lotus feet of Kṛṣṇa and Balarāma, which are worshiped by great demigods like Lord Śiva and by the goddess of fortune. We cannot estimate how many pious activities were executed by the damsels of Vrajabhūmi so that they were able to enjoy the Supreme Personality of Godhead by looking upon the unparalleled beauty of His transcendental body. The beauty of the Lord is beyond compare. No one is higher than or equal to Him in beauty of complexion or bodily luster. Kṛṣṇa and Balarāma are the reservoir of all kinds of opulence – namely wealth, strength, beauty, fame, knowledge and renunciation. The gopīs are so fortunate that they can see and think of Kṛṣṇa twenty-four hours a day, beginning from their milking the cows or husking the paddy or churning the butter in the morning. While engaged in cleaning their houses and washing their floors, they are always absorbed in thought of Kṛṣṇa.”

Outra senhora da assembleia falou à sua amiga: “Querida amiga, apenas imagine como é afortunada a terra de Vṛndāvana, onde está presente em pessoa a Suprema Personalidade de Deus, sempre com adornos de guirlandas de flores e dedicado a cuidar das vacas junto de Seu irmão, o Senhor Balarāma. Ele está sempre acompanhado de Seus amigos vaqueirinhos, tocando Sua flauta transcendental. Os residentes de Vṛndāvana têm a sorte de poder ver constantemente os pés de lótus de Kṛṣṇa e Balarāma, que são adorados por grandes semideuses, como o senhor Śiva e Brahmā, e pela deusa da fortuna. Não podemos avaliar quantas atividades piedosas as donzelas de Vrajabhūmi executaram para serem capazes de desfrutar a Suprema Personalidade de Deus e olhar para a beleza sem paralelo de Seu corpo transcendental. A beleza do Senhor é incomparável. Ninguém supera ou iguala a beleza de Sua pele ou o brilho de Seu corpo. Kṛṣṇa e Balarāma são o reservatório de todas as espécies de opulência – riqueza, força, beleza, fama, conhecimento e renúncia. As gopīs são tão afortunadas que podem ver Kṛṣṇa e pensar nEle vinte e quatro horas por dia, começando por ordenhar as vacas, debulhar o arroz, ou bater a manteiga de manhã. Enquanto se ocupam limpando suas casas e lavando seus assoalhos, elas estão sempre absortas pensando em Kṛṣṇa”.

The gopīs give a perfect example of how one can execute Kṛṣṇa consciousness even while performing various types of material engagements. By constantly being absorbed in the thought of Kṛṣṇa, one cannot be affected by the contamination of material activities. The gopīs, therefore, are perfectly in trance, samādhi, the highest perfectional stage of mystic power. In the Bhagavad-gītā, it is confirmed that one who is constantly thinking of Kṛṣṇa is a first-class yogī among all kinds of yogīs. “My dear friends,” one lady told another, “we must accept the activities of the gopīs to be the highest form of piety; otherwise, how could they have achieved the opportunity of seeing Kṛṣṇa both morning and evening – in the morning when He goes to the pasturing ground with His cows and cowherd boyfriends, and in the evening when He returns with them, playing on His flute and smiling very brilliantly?”

As gopīs dão um exemplo perfeito de como é possível praticar a consciência de Kṛṣṇa mesmo tendo diferentes espécies de ocupações materiais. Quem se absorve constantemente em pensar em Kṛṣṇa não pode ser afetado pela contaminação das atividades materiais. As gopīs, portanto, estão perfeitamente em transe, samādhi, o mais elevado nível de perfeição em poderes místicos. No Bhagavad-gītā, confirma-se que quem está constantemente pensando em Kṛṣṇa é um yogī de primeira classe dentre todas as classes de yogīs. “Minhas queridas amigas”, disse uma senhora à outra, “devemos aceitar as atividades das gopīs como sendo a forma mais elevada de piedade; de outro modo, como teriam elas conseguido a oportunidade de ver Kṛṣṇa de manhã quando Ele vai para o pasto com Suas vacas e amigos vaqueirinhos e quando volta de tarde? Elas O veem com frequência tocando Sua flauta e sorrindo de maneira brilhante”.

When Lord Kṛṣṇa, the Supersoul of every living being, understood that the ladies in the assembly were anxious for Him, He decided not to continue wrestling but to kill the wrestlers immediately. The parents of Kṛṣṇa and Balarāma, namely Nanda Mahārāja, Yaśodā, Vasudeva and Devakī, were also very anxious because they did not know the unlimited strength of their children. Lord Balarāma was fighting with the wrestler Muṣṭika in the same way that Kṛṣṇa, the Supreme Personality of Godhead, was fighting and wrestling with Cāṇūra. Lord Kṛṣṇa appeared to be cruel to Cāṇūra, and He immediately struck him thrice with His fist. The great wrestler was jolted, to the astonishment of the audience. Cāṇūra then took his last chance and attacked Kṛṣṇa, just as one hawk swoops upon another. Folding his two hands, he began to strike the chest of Kṛṣṇa, but Lord Kṛṣṇa was not even slightly disturbed, any more than an elephant is when hit by a flower garland. Kṛṣṇa quickly caught the two hands of Cāṇūra and began to wheel him around, and simply by this centrifugal action, Cāṇūra lost his life. Kṛṣṇa then threw him to the ground. Cāṇūra fell just like the flag of Indra, and all his nicely fashioned ornaments were scattered hither and thither.

Quando o Senhor Kṛṣṇa, a Superalma de todo ser vivo, entendeu que as damas na assembleia estavam ansiosas por Sua causa, Ele decidiu não estender a luta, mas matar logo os lutadores. Os pais de Kṛṣṇa e Balarāma, ou seja, Nanda Mahārāja, Yaśodā, Vasudeva e Devakī, também estavam muito ansiosos porque não conheciam a força ilimitada de seus filhos. O Senhor Balarāma estava combatendo o lutador Muṣṭika da mesma forma que Kṛṣṇa, a Suprema Personalidade de Deus, estava combatendo e lutando com Cāṇūra. O Senhor Kṛṣṇa parecia ser cruel com Cāṇūra e, imediatamente, golpeou-o três vezes com Seu punho. O grande lutador ficou abalado, para o espanto da audiência. Cāṇūra, então, aproveitou sua última chance e atacou Kṛṣṇa assim como um falcão mergulha sobre outro. Fechando as duas mãos, ele começou a golpear o peito de Kṛṣṇa, mas o Senhor Kṛṣṇa não ficou nem um pouco perturbado, assim como um elefante não se agita ao ser atingido por uma guirlanda de flores. Kṛṣṇa logo agarrou as duas mãos de Cāṇūra e começou a rodopiá-lo, e, por esta simples ação centrífuga, Cāṇūra perdeu sua vida. Kṛṣṇa, então, lançou-o ao chão. Cāṇūra caiu como a bandeira de Indra, e todos os seus ornamentos primorosos ficaram espalhados por toda parte.

Muṣṭika also struck Balarāma, and Balarāma returned the stroke with great force. Muṣṭika began to tremble and vomit blood. Distressed, he gave up his vital force and fell down just as a tree falls down in a hurricane.

Muṣṭika também golpeou Balarāma, o qual revidou ao golpe com muita força. Muṣṭika começou a tremer, e sangue e vômito escorreram de sua boca. Sofrendo, ele abandonou sua força vital e caiu como uma árvore em um furacão.

After the two wrestlers were killed, a wrestler named Kūṭa came forward. Lord Balarāma immediately caught him in His left hand and killed him nonchalantly. A wrestler of the name Śala came forward, and Kṛṣṇa immediately cracked his head with a kick. A wrestler named Tośala came forward and was killed in the same way. Thus all the great wrestlers were killed by Kṛṣṇa and Balarāma, and the remaining wrestlers fled from the assembly out of fear for their lives. All the cowherd boyfriends of Kṛṣṇa and Balarāma approached Them and congratulated Them with great pleasure. While trumpets resounded and drums were beaten, the leg bells on the feet of Kṛṣṇa and Balarāma tinkled.

Depois que os dois lutadores foram mortos, um lutador chamado Kūṭa adiantou-se. O Senhor Balarāma agarrou-o imediatamente com Sua mão esquerda e matou-o despreocupadamente. Adiantou-se um lutador chamado Śala, e Kṛṣṇa imediatamente o chutou e quebrou sua cabeça. Outro lutador chamado Tośala adiantou-se e foi morto da mesma maneira. Assim, todos os grandes lutadores foram mortos por Kṛṣṇa e Balarāma, e os lutadores restantes começaram a fugir da assembleia temendo por suas vidas. Todos os amigos vaqueirinhos de Kṛṣṇa e Balarāma aproximaram-se dEles e congratularam-se com Eles com grande prazer. Enquanto tambores tocavam e eles conversavam sobre a vitória, os sinos de tornozelo de Kṛṣṇa e Balarāma tilintavam.

All the people gathered there began to clap in great ecstasy, and no one could estimate the bounds of their pleasure. The brāhmaṇas present began to praise Kṛṣṇa and Balarāma ecstatically. Only Kaṁsa was morose; he neither clapped nor offered benediction to Kṛṣṇa. Kaṁsa resented that the trumpets and drums should be played for Kṛṣṇa’s victory, and he was very sorry that the wrestlers had been killed and had fled the assembly. He therefore immediately ordered the band to stop playing and addressed his men as follows: “I order that these two sons of Vasudeva be immediately driven out of Mathurā. The cowherd boys who have come with Them should be plundered and all their riches taken away. Nanda Mahārāja should immediately be arrested and killed for his cunning behavior, and that rascal Vasudeva should also be killed without delay. Also my father, Ugrasena, who has always supported my enemies against my will, should be killed.”

Todo o povo ali reunido começou a aplaudir em grande êxtase, e ninguém podia calcular o limite do prazer que sentiam. Os brāhmaṇas presentes começaram a louvar em êxtase Kṛṣṇa e Balarāma. Apenas Kaṁsa estava melancólico; ele nem aplaudiu nem ofereceu bênçãos a Kṛṣṇa. Kaṁsa ressentiu o fato de tocarem os tambores pela vitória de Kṛṣṇa e lamentava muito que os lutadores tivessem sido mortos ou fugido da assembleia. Assim, ele ordenou imediatamente que os tambores parassem de ser tocados e dirigiu-se a seus amigos como segue: “Ordeno que estes dois filhos de Vasudeva sejam expulsos imediatamente de Mathurā. Os vaqueirinhos que vieram com eles devem ser saqueados, e toda a sua riqueza tomada. Nanda Mahārāja deve ser preso e morto imediatamente por seu comportamento ardiloso, e o patife Vasudeva também deve ser morto sem demora. Também meu pai, Ugrasena, que sempre apoiou meus inimigos contra minha vontade, deve ser morto”.

When Kaṁsa spoke in this way, Lord Kṛṣṇa became very angry with him, and within a second He jumped onto the high dais of King Kaṁsa. Kaṁsa was prepared for Kṛṣṇa’s attack, for he knew from the beginning that Kṛṣṇa was to be the supreme cause of his death. Kaṁsa immediately unsheathed his sword and prepared to answer the challenge of Kṛṣṇa with sword and shield. As Kaṁsa wielded his sword up and down, hither and thither, Lord Kṛṣṇa, the supreme powerful Lord, caught hold of him with great force. The Supreme Personality of Godhead, who is the shelter of the complete creation and from whose lotus navel the whole creation is manifested, immediately knocked the crown from the head of Kaṁsa and grabbed his long hair in His hand. He then dragged Kaṁsa from his seat to the wrestling dais and threw him down. Then Kṛṣṇa at once straddled his chest and began to strike him over and over again. Simply from the strokes of Kṛṣṇa’s fist, Kaṁsa lost his vital force.

Quando Kaṁsa falou dessa maneira, o Senhor Kṛṣṇa ficou muito irado com ele e, imediatamente, passando por toda a guarda pessoal de Kaṁsa, alcançou o rei em seu palanque. Kaṁsa estava preparado para o ataque de Kṛṣṇa, pois sabia, desde o começo, que Ele seria a causa suprema de sua morte. Desembainhou logo sua espada e preparou-se para responder de espada e escudo ao desafio de Kṛṣṇa. Enquanto Kaṁsa brandia sua espada para cima e para baixo e daqui para ali, o Senhor Kṛṣṇa, o Senhor do poder supremo, agarrou-o com muita força. A Suprema Personalidade de Deus, que é o abrigo de toda a criação e de cujo umbigo de lótus se manifesta toda a criação, derrubou logo a coroa da cabeça de Kaṁsa e agarrou-lhe o longo cabelo com a mão. Ele, então, arrastou Kaṁsa de seu assento para o estrado da luta e jogou-o no chão. Então, Kṛṣṇa imediatamente montou em seu peito e começou a esbofeteá-lo muitas vezes. Somente com os golpes do punho de Kṛṣṇa, Kaṁsa perdeu a força vital.

To assure His parents that Kaṁsa was dead, Lord Kṛṣṇa dragged him just as a lion drags an elephant after killing it. When people saw this, there was a great roaring sound from all sides as some spectators expressed their jubilation and others cried in lamentation. From the day Kaṁsa had heard he would be killed by the eighth son of Devakī, he was always thinking of Kṛṣṇa with His wheel in hand, and because he was very much afraid of his death, he was thinking of Kṛṣṇa in that form twenty-four hours a day, without stopping – even while eating, while walking and while breathing – and naturally he got the blessing of liberation. In the Bhagavad-gītā it is stated, sadā tad-bhāva-bhāvitaḥ: a person gets his next life according to the thoughts in which he is always absorbed. Kaṁsa was thinking of Kṛṣṇa with His wheel, which means Nārāyaṇa, who holds a wheel, conch shell, lotus flower and club.

Para garantir a Seus pais que Kaṁsa estava morto, o Senhor Kṛṣṇa arrastou-o como um leão arrasta um elefante após matá-lo. Quando o povo viu isso, ouviu-se um grande som estrondoso de todos os lados; enquanto alguns espectadores expressavam seu júbilo, outros gritavam em lamentação. Desde o dia em que Kaṁsa ouviu que seria morto pelo oitavo filho de Devakī, ele ficou sempre pensando em Kṛṣṇa com Seu disco na mão, e, porque tinha muito medo da morte, ele pensava em Kṛṣṇa naquela forma vinte e quatro horas por dia, sem cessar – mesmo quando comia, quando andava e quando respirava – e naturalmente ele alcançou a bênção da libertação. Afirma-se no Bhagavad-gītā, sadā tad-bhāva-bhāvitaḥ: a vida seguinte vem de acordo com os pensamentos em que a pessoa está absorta na vida atual. Kaṁsa estava pensando em Kṛṣṇa com Seu disco, Sua forma de Nārāyaṇa, que porta disco, búzio, flor de lótus e maça em Suas mãos.

According to the opinion of authorities, Kaṁsa attained sārūpya-mukti after death; that is to say, he attained the same form as Nārāyaṇa (Viṣṇu). On the Vaikuṇṭha planets all the inhabitants have the same bodily features as Nārāyaṇa. After his death, Kaṁsa attained liberation and was promoted to Vaikuṇṭhaloka. From this instance we can understand that even a person who thinks of the Supreme Personality of Godhead as an enemy gets liberation or a place in a Vaikuṇṭha planet, so what to speak of the pure devotees, who are always absorbed in favorable thoughts of Kṛṣṇa? Even an enemy killed by Kṛṣṇa gets liberation and is placed in the impersonal brahma-jyotir. Since the Supreme Personality of Godhead is all-good, anyone thinking of Him, either as an enemy or as a friend, gets liberation. But the liberation of the devotee and the liberation of the enemy are not the same. The enemy generally gets the liberation of sāyujya, and sometimes he gets sārūpya liberation.

Segundo a opinião das autoridades, Kaṁsa logrou sārūpya-mukti depois da morte; quer dizer, ele alcançou a mesma forma de Nārāyaṇa (Viṣṇu). Nos planetas Vaikuṇṭha, todos os habitantes têm o mesmo aspecto físico de Nārāyaṇa. Depois de sua morte, Kaṁsa obteve a libertação e foi promovido para Vaikuṇṭha-loka. Deste exemplo, podemos entender que mesmo uma pessoa que pensa na Suprema Personalidade de Deus como inimigo consegue a libertação ou um lugar em um planeta Vaikuṇṭha. Então, o que dizer dos devotos puros que estão sempre absortos em pensamentos favoráveis a Kṛṣṇa? Mesmo um inimigo morto por Kṛṣṇa obtém a libertação e é colocado no brahmajyoti impessoal. Já que a Suprema Personalidade de Deus é absolutamente bondade, qualquer pessoa que pense nEle, quer como inimigo, quer como amigo, obtém a libertação. Todavia, a libertação do devoto e a libertação do inimigo não são a mesma coisa. O inimigo, em geral, obtém a libertação de sāyujya e, às vezes, consegue a libertação sārūpya.

Kaṁsa had eight brothers, headed by Kaṅka, all of them younger than he, and when they learned that their elder brother had been killed, they combined together and rushed toward Kṛṣṇa in great anger to kill Him. Kaṁsa and his brothers were all Kṛṣṇa’s maternal uncles, brothers of Kṛṣṇa’s mother, Devakī. When Kṛṣṇa killed Kaṁsa He killed His maternal uncle, which is against the regulations of Vedic injunctions. Although Kṛṣṇa is independent of all Vedic injunctions, He violates the Vedic injunctions only in inevitable cases. Kaṁsa could not be killed by anyone but Kṛṣṇa; therefore Kṛṣṇa was obliged to kill him. But as far as Kaṁsa’s eight brothers were concerned, Balarāma took charge of killing them. Balarāma’s mother, Rohiṇī, although the wife of Vasudeva, was not the sister of Kaṁsa; therefore Balarāma took charge of killing all of Kaṁsa’s eight brothers. He immediately took up an available weapon (most probably the elephant’s tusk which He carried) and killed the eight brothers one after another, just as a lion kills a flock of deer. Kṛṣṇa and Balarāma thus verified the statement that the Supreme Personality of Godhead appears in order to give protection to the pious and to kill the impious demons, who are always enemies of the demigods.

Kaṁsa tinha oito irmãos, liderados por Kaṅka, todos mais novos que ele. Quando souberam que seu irmão mais velho fora morto, eles se juntaram e correram para Kṛṣṇa com grande ira para matá-lO. Kaṁsa e seus irmãos eram todos tios maternos de Kṛṣṇa, irmãos da mãe de Kṛṣṇa, Devakī. Quando Kṛṣṇa matou Kaṁsa, Ele matou Seu tio materno, fato que está contra as regulações dos preceitos védicos. Embora Kṛṣṇa seja independente de todos os preceitos védicos, Ele só viola o preceito védico em casos inevitáveis. Kaṁsa não podia ser morto por ninguém mais além de Kṛṣṇa, daí Kṛṣṇa ter sido obrigado a matá-lo. Quanto aos oito irmãos de Kaṁsa, porém, Balarāma Se encarregou de matá-los. A mãe de Balarāma, Rohiṇī, embora esposa de Vasudeva, não era irmã de Kaṁsa; por isso, Balarāma Se encarregou de matar todos os oito irmãos de Kaṁsa. Ele pegou imediatamente uma arma disponível (muito provavelmente a presa de elefante que Ele carregava) e matou os oito irmãos um após o outro, assim como um leão mata um rebanho de veados. Kṛṣṇa e Balarāma, assim, confirmaram a afirmação de que a Suprema Personalidade de Deus aparece para dar proteção aos piedosos e para matar os demônios ímpios, que são sempre inimigos dos semideuses.

The demigods from the higher planetary systems showered flowers, congratulating Kṛṣṇa and Balarāma. Among the demigods were powerful personalities like Lord Brahmā and Lord Śiva, and all joined together in showing their jubilation over Kaṁsa’s death. There were beating of drums and showering of flowers from the heavenly planets, and the wives of the demigods danced in ecstasy.

Os semideuses dos sistemas planetários superiores começaram a despejar chuvas de flores, congratulando-se com Kṛṣṇa e Balarāma. Entre os semideuses, havia personalidades como o senhor Brahmā e Śiva, e todos se uniram para mostrar seu júbilo com a morte de Kaṁsa. Houve toque de tambores e chuva de flores dos planetas celestes, e as esposas dos semideuses dançavam em êxtase.

The wives of Kaṁsa and his eight brothers were aggrieved at the sudden death of their husbands, and all of them struck their foreheads and shed torrents of tears. Crying loudly and embracing the bodies of their husbands, which lay on the wrestling dais, the wives of Kaṁsa and his brothers lamented, addressing the dead bodies: “Our dear husbands, you are so kind and are the protectors of your dependents. Now, after your death, we are also dead, along with your homes and children. We no longer look auspicious. On account of your death, the auspicious functions to take place, such as the sacrifice of the bow, have all been spoiled. Our dear husbands, you treated persons ill who were faultless, and as a result you have been killed. This is inevitable because a person who torments an innocent person must be punished by the laws of nature. We know that Lord Kṛṣṇa is the Supreme Personality of Godhead. He is the supreme master and supreme enjoyer of everything; therefore, one who neglects His authority can never be happy, and ultimately, as you have, he meets death.”

As esposas de Kaṁsa e de seus oito irmãos ficaram aflitas com a repentina morte de seus esposos, e todas elas batiam na testa e derramavam torrentes de lágrimas. Chorando alto e abraçando os corpos de seus maridos, as esposas de Kaṁsa e de seus irmãos se lamentavam, dirigindo-se aos cadáveres: “Nossos queridos esposos, vocês são tão bondosos e protetores de seus dependentes. Agora, depois de sua morte, nós também estamos mortas, junto com seus lares e filhos. Já não parecemos auspiciosas. Por causa de sua morte, arruinaram-se todas as cerimônias auspiciosas que deveriam ser realizadas, como o sacrifício do arco. Nossos queridos maridos, vocês trataram mal pessoas que eram impecáveis e, como resultado, foram mortos. Isso é inevitável, porque quem atormenta uma pessoa inocente deve ser punido pelas leis da natureza. Sabemos que o Senhor Kṛṣṇa é a Suprema Personalidade de Deus. Ele é o Senhor Supremo e o supremo desfrutador de tudo, razão pela qual quem despreza Sua autoridade nunca pode ser feliz e, por fim, como vocês, encontrará a morte”.

Since Kṛṣṇa was kind and affectionate to His aunts, He solaced them as far as possible. The ritualistic ceremonies performed after death were then conducted under the personal supervision of Kṛṣṇa because He happened to be the nephew of all the dead princes. After finishing this business, Kṛṣṇa and Balarāma immediately released Their father and mother, Vasudeva and Devakī, who had been imprisoned by Kaṁsa. Kṛṣṇa and Balarāma fell at Their parents’ feet and offered them prayers. Vasudeva and Devakī had suffered so much trouble from Kaṁsa because Kṛṣṇa was their son. Devakī and Vasudeva were fully conscious of Kṛṣṇa’s exalted position as the Supreme Personality of Godhead; therefore, although Kṛṣṇa touched their feet and offered them obeisances and prayers, they did not embrace Him but simply stood up to hear the Supreme Personality of Godhead. Although Kṛṣṇa was born as their son, Vasudeva and Devakī were always conscious of His position.

Como Kṛṣṇa era bondoso e afetuoso com Suas tias, Ele as consolou tanto quanto possível. As cerimônias rituais feitas depois da morte foram supervisionadas pessoalmente por Kṛṣṇa porque Ele era o sobrinho de todos os príncipes mortos. Depois de terminada esta tarefa, Kṛṣṇa e Balarāma soltaram imediatamente Seus pais, Vasudeva e Devakī, que tinham sido presos por Kaṁsa. Kṛṣṇa e Balarāma caíram aos pés de Seus pais e lhes ofereceram orações. Vasudeva e Devakī tinham sofrido muitas tribulações por Kṛṣṇa ser filho deles; era por causa de Kṛṣṇa que Kaṁsa sempre lhes causava dificuldades. Devakī e Vasudeva estavam plenamente conscientes da posição elevada de Kṛṣṇa como a Suprema Personalidade de Deus; por isso, embora Kṛṣṇa tocasse seus pés e lhes oferecesse reverências e orações, eles não O abraçaram, mas só ficaram de pé para ouvir a Suprema Personalidade de Deus. Embora Kṛṣṇa tivesse nascido como filho deles, Vasudeva e Devakī sempre tinham consciência da posição de Kṛṣṇa.

Thus ends the Bhaktivedanta purport of the forty-fourth chapter of Kṛṣṇa, “The Killing of Kaṁsa.”

Neste ponto, encerram-se os significados Bhaktivedanta do capítulo quarenta e quatro de Kṛṣṇa, intitulado “A Morte de Kaṁsa”.